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Se algum dirigente do PT errou, tem que ir para a cadeia, diz Haddad

Candidato do PT à Presidência reconheceu que faltaram mecanismos de controle nas estatais para que se evitasse a corrupção durante os governos petistas

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 O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (Agência Brasil/Agência Brasil)

O candidato à Presidência da República, Fernando Haddad (Agência Brasil/Agência Brasil)

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Gabriela Ruic

Publicado em 13 de outubro de 2018 às, 15h52.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, reconheceu neste sábado que faltaram mecanismos de controle nas estatais para que se evitasse a corrupção durante os governos petistas e defendeu que os culpados sejam presos.

"Faltou controle interno nas estatais, isso é claro, diretores ficaram soltos para promover a corrupção e se enriquecer pessoalmente", disse Haddad a jornalistas em São Paulo, quando questionado sobre a seguida cobrança por autocrítica sobre os problemas dos governos do PT.

O candidato disse que tem feito seguidamente autocrítica, mas que é importante também mostrar caminhos para que os erros cometidos não se repitam. Perguntado sobre enriquecimento de dirigentes partidários, ele foi ainda mais duro.

"Aí é pior, se algum dirigente cometeu erro, garantido o amplo direito de defesa, se concluir que enriqueceu tem que ir para a cadeia", disse.

Mas ressaltou que para alguém ser considerado culpado, só depois do trânsito em julgado do processo.

"Isso é a Constituição, não sou eu... enquanto houver recurso, a pessoa não pode ser considerada culpada."

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá e está preso em decorrência dessa condenação. O ex-presidente, que alega inocência e ser alvo de perseguição política, no entanto, ainda tem espaço para recursos no tribunais superiores.

Haddad substituiu Lula na disputa presidencial, em setembro, depois que a Justiça Eleitoral barrou a candidatura do ex-presidente com base na Lei da Ficha Limpa.

O presidenciável disse que, se eleito, irá implementar nas estatais o mesmo tipo de controle interno que teve quando foi ministro da Educação, o que, segundo ele, evitou corrupção, apesar de a pasta ter um dos maiores orçamentos do governo.

"O ministério que eu comandei por seis anos, sete anos quase, tinha uma controladoria muito forte, então nós não tivemos casos de corrupção num ministério que tinha 100 bilhões de reais de orçamento", disse Haddad. "Esse mesmo tipo de controle vou levar para as estatais."

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