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Saúde libera todos os grupos prioritários para receber reforço contra covid-19

Alguns grupos não estavam contemplados para receber a vacina bivalente da Pfizer nos primeiros dias do Movimento Nacional pela Vacinação

Vacinação contra coronavírus: saiba o que é a vacina bivalente e quem já pode se vacinar no Brasil (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Vacinação contra coronavírus: saiba o que é a vacina bivalente e quem já pode se vacinar no Brasil (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Gilson Garrett Jr.
Gilson Garrett Jr.

Repórter de Casual

Publicado em 18 de março de 2023 às 14h56.

Última atualização em 18 de março de 2023 às 14h59.

O Ministério da Saúde anunciou que todos os grupos prioritários devem ser chamados a partir deste sábado, 18, para receber o reforço da vacina bivalente contra a covid-19.

Alguns grupos não estavam contemplados nos primeiros dias do Movimento Nacional pela Vacinação. A medida vale para todos os Estados e municípios do Brasil.

Para receber o imunizante, é preciso ter completado o esquema primário com as doses únicas e respeitar um prazo mínimo de quatro meses desde a última dose recebida.

Até o momento 4,1 milhões de pessoas já tomaram o reforço com as vacinas bivalentes, segundo o Ministério.

Qual vacina está sendo aplicada?

O imunizante aplicado nesta nova etapa é bivalente, ou seja, protege contra mais de uma cepa do vírus. Para isso, é usada a tecnologia do mRNA com dois códigos genéticos. No caso da Pfizer, está sendo usado o código da cepa original do coronavírus e o da variante Ômicron, que é a predominante nas infecções recentes no mundo todo.

Vacina bivalente tem efeitos colaterais?

Toda e qualquer vacina pode gerar algum efeito colateral e não há necessidade de se preocupar, apontam médicos e cientistas. Os mais comuns são dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre e fadiga.

As vacinas que usam a tecnologia de adenovírus geralmente causam uma reação maior do organismo porque ela “simula” como se o corpo estivesse sendo infectado pelo coronavírus. Mas os sintomas passam em até 48 horas.

Tive sintomas, o que fazer?

A recomendação dos médicos é para que, caso os sintomas sejam muito fortes, use medicamentos para controlar a febre e as dores. O uso de anti-inflamatório é desaconselhado porque pode atrapalhar a resposta do corpo ao processo inflamatório natural na criação de anticorpos contra o coronavírus.

Quem pode receber vacina bivalente?

São convocados idosos acima de 60 anos, pessoas acima de 12 anos com imunossupressão, indígenas, residentes em instituições de longa permanência e funcionários dessas instituições. O governo federal também pretende fazer uma busca ativa das pessoas que estão com doses em atraso.

A recomendação do Ministério da Saúde é aplicar esta dose apenas como reforço. Com isso, quem não tomou nenhuma vacina precisa ter, pelo menos, as duas primeiras doses. Quem recebeu a terceira ou a quarta dose pode tomar diretamente a nova vacina atualizada bivalente. O intervalo entre a última aplicação e esta é de quatro meses.

Quais são os grupos prioritários?

  • Pessoas com mais de 60 anos;
  • Pessoas com deficiência;
  • Comunidades indígenas, ribeirinhos e quilombolas;
  • Residentes em instituições de longa permanência e funcionários;
  • Transplantados de órgão sólido ou de medula óssea;
  • Pessoas com HIV;
  • Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida;
  • Pessoas em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias;
  • Pessoas com neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e síndromes mielodisplásicas;
  • Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses.
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