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Saúde diz não reconhecer dados de pesquisa sobre desnutrição em bebês

Dados oficiais apontam queda de 70% na mortalidade infantil

Ministério da Saúde: segundo o comunicado, de 2008 a 2021 houve um declínio de 15% no registro em internações a cada 100 mil nascidos (Ministério da Saúde/Divulgação)

Ministério da Saúde: segundo o comunicado, de 2008 a 2021 houve um declínio de 15% no registro em internações a cada 100 mil nascidos (Ministério da Saúde/Divulgação)

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Agência Brasil

28 de outubro de 2022, 19h28

O Ministério da Saúde informou não reconhecer dados sobre hospitalizações por desnutrição no Brasil divulgados ontem, 27, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Observatório de Saúde da Infância. A pesquisa aponta que, em 2021, as internações de bebês com menos de 1 ano chegaram ao maior nível em 13 anos.

De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores se basearam em dados do Sistema de Informações Hospitalares, que apontam 2.979 hospitalizações em crianças menores de 1 ano ao longo de 2021, o que equivale a oito hospitalizações por dia.

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“É importante esclarecer que as informações utilizadas não contêm qualquer respaldo oficial ou científico e estão em desacordo com as informações enviadas ao Ministério da Saúde pelos entes federativos”, destacou o ministério, por meio de nota.

“Ao contrário do que está sendo falado por alguns veículos de comunicação, dados oficiais do Ministério da Saúde apontam queda na mortalidade infantil de cerca de 70%, se comparado ao período de 2008 a 2021”, acrescentou a pasta.

Queda em internações dos recém-nascidos

Segundo o comunicado, de 2008 a 2021 houve um declínio de 15% no registro em internações a cada 100 mil nascidos. De 2010 a 2021, o ministério diz ter identificado redução de 9% em internações hospitalares provocadas por desnutrição de zero a 1 ano de idade. “A melhoria deste indicador é observada ainda quando comparada a evolução de 2010 a 2021 quando o Brasil registrou diminuição de 2% nas internações”.

“O Ministério da Saúde reforça que inúmeras iniciativas são desenvolvidas pela pasta, como acompanhamento nutricional de crianças e gestantes, repasses de recursos financeiros para fortalecer ações relacionadas ao incentivo do aleitamento materno, alimentação e nutrição infantil nos estados e municípios, programas de suplementação de micronutrientes para famílias de baixa renda.”

Agência Brasil procurou a Fiocruz após a divulgação da nota do ministério e aguarda retorno.

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