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Salles insinua ligação do Greenpeace com óleo em praias do NE; ONG nega

Greenpeace afirmou que comentário de Salles foi feito para tentar esconder a incapacidade do ministro em lidar com a situação

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Vazamento de óleo: Salles chamou os ativistas de "terroristas" após protesto no Palácio do Planalto (Diego Nigro/Reuters)

Vazamento de óleo: Salles chamou os ativistas de "terroristas" após protesto no Palácio do Planalto (Diego Nigro/Reuters)

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Reuters

Publicado em 24 de outubro de 2019 às, 15h38.

Última atualização em 25 de outubro de 2019 às, 10h26.

São Paulo — O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, insinuou nesta quinta-feira que a organização não governamental de defesa do meio ambiente Greenpeace teria relação com o petróleo que tem chegado a praias da Região Nordeste desde o início de setembro, sem no entanto apresentar provas.

"Tem umas coincidências na vida né... Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano", escreveu o ministro em sua conta no Twitter.

O Greenpeace rebateu, em nota oficial, afirmando ser "uma mentira para criar uma cortina de fumaça na tentativa de esconder a incapacidade de Salles em lidar com a situação". Segundo a ONG, o navio Esperanza participa de uma campanha internacional em defesa dos oceanos que faz uma viagem de um ano do Ártico até a Antártida.

"Ele passou pela Guiana Francesa, entre agosto e setembro, onde realizou uma expedição de documentação e pesquisa do recife conhecido como Corais da Amazônia, com o propósito de lutar pela proteção dos oceanos e contra a exploração de petróleo em locais sensíveis para a biodiversidade marinha", afirmou, acrescentando que a embarcação atualmente se encontra no Uruguai.

Na quarta-feira, após o Greenpeace fazer um protesto em que jogou um líquido escuro simulando petróleo em frente ao Palácio do Planalto por causa do desastre ambiental nas praias nordestinas, Salles disse que não concederia uma audiência a representantes da ONG, pois não recebe "terroristas".

Segundo dados do Ibama, 233 localidades já foram atingidas pelo óleo que começou a aparecer na região no início de setembro. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, já foram retiradas 900 toneladas de resíduos, o que inclui óleo e areia, das praias.

Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite de quarta-feira, Salles disse que o presidente Jair Bolsonaro encaminhou pedido à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que a Venezuela se manifeste sobre o petróleo que tem sido encontrado em praias da Região Nordeste.

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