Rodízio é suspenso em SP até sexta-feira após obra do Metrô desabar

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou nesta manhã que as pistas local e central da Marginal Tietê, sentido rodovia Ayrton Senna, continuam interditadas
Marginal Tietê: A pista expressa foi totalmente liberada às 13h de terça para o tráfego de veículos (RONALDO SILVA/Estadão Conteúdo)
Marginal Tietê: A pista expressa foi totalmente liberada às 13h de terça para o tráfego de veículos (RONALDO SILVA/Estadão Conteúdo)
Por André MartinsPublicado em 02/02/2022 09:38 | Última atualização em 02/02/2022 09:41Tempo de Leitura: 4 min de leitura

A prefeitura de São Paulo anunciou nesta quarta-feira, 2, que o rodízio municipal de veículos ficará suspenso na capital até sexta-feira, 4, por causa do acidente na obra da Linha 6-Laranja do Metrô, entre da Ponte do Piqueri e da Freguesia do Ó, no sentido Ayrton Senna. 

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou nesta manhã que as pistas local e central da Marginal Tietê, sentido rodovia Ayrton Senna, continuam interditadas. O trânsito da pista local está sendo direcionado para o corredor da Avenida Ermano Marchetti e Marquês de São Vicente, e volta para a Marginal Tietê na altura da Praça Pedro Corazza. Já na pista central, os veículos estão sendo desviados para a expressa na altura do canteiro de obras, retornando para a pista central a seguir. A pista expressa foi totalmente liberada às 13h de terça para o tráfego de veículos.

"Os veículos oriundos da Rodovia Presidente Dutra, Fernão Dias, Bandeirantes, Anhanguera e Castelo Branco estão sendo direcionados para o Rodoanel e ao minianel viário, formado pelas avenidas Salim Farah Maluf, Luis Ignacio de Anhaia Melo, das Juntas Provisórias, Presidente Tancredo Neves e dos Bandeirantes", informa a CET. 

Um desmoronamento ocorreu por volta das 9h da terça-feira, 1, e abriu um buraco na pista local. Ninguém ficou ferido. Pela manhã, uma das faixas do corredor local da Marginal tinha caído totalmente dentro do buraco. No fim da tarde, a erosão consumiu três faixas.

Um comitê formado por técnicos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, da Sabesp, da concessionária Acciona e da Prefeitura de São Paulo, definiu que o buraco será preenchido com "material rochoso e argamassa". O procedimento foi iniciado na madrugada desta quarta-feira, dia 2. As autoridades ainda não informaram quanto tempo esse trabalho vai levar, mas optaram por preencher a cratera justamente para tentar viabilizar as pistas da marginal para os veículos. Segundo a CET, com o início do procedimento, o buraco parou de ceder e foi estabilizado. 

A expectativa do prefeito Ricardo Nunes é que os trabalham inicias para contenção da cratera sejam concluídos em torno de 10 dias para liberar a pista central da via.

Causa do acidente

Segundo informações fornecidas pelo governo de São Paulo, uma tubulação de esgoto da Sabesp cedeu enquanto a tuneladora passava cerca de 3 metros abaixo dos canos. Com o acidente, todo o esgoto inundou o túnel que era construído para a futura Linha 6-Laranja do Metrô.

De acordo com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, a tubulação, chamada Interceptor de Esgotos (ITI-7), é responsável por encaminhar o esgoto coletado para tratamento na ETE Barueri. Técnicos da companhia trabalham no momento para desviar o esgoto para outros interceptores.

Linha Laranja

A obra da Linha 6-Laranja é responsabilidade da concessionária Acciona. A Linha tem a previsão de interligar o bairro da Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, na região central da capital.

A obra tem 15 quilômetros de estação e previsão de construção de 15 estações. A previsão do governo do estado é que a linha, quando estiver pronta, deverá transportar 630 mil passageiros por dia.

Paradas por quatro anos, desde setembro de 2016, as obras foram reiniciadas em outubro de 2020. O contrato da implantação, manutenção e operação da linha foi comprado pela empresa espanhola Acciona em 2019. Antes ele era do consórcio Move São Paulo (formado pela Odebrecht TransPort, a Queiroz Galvão e a UTC Engenharia).

Embora o contrato do consórcio anterior tenha sido assinado em 2013, as obras foram iniciadas apenas em abril de 2015 e paralisadas no ano seguinte. Em 2008, o estado chegou a noticiar que a linha começaria a operar de forma parcial em 2012 e integralmente três anos depois.