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Queiroga anuncia chegada de 3 milhões de doses da J&J neste mês

O Brasil tem firmado um acordo com a Janssen de 38 milhões de doses. As remessas estavam previstas para chegar a partir dos próximos meses

Johnson&Johnson: a vacina da Janssen requer a aplicação só de uma dose, o que facilita toda a logística de distribuição e de imunização (Dado Ruvic/Illustration/File Photo/Reuters)

Johnson&Johnson: a vacina da Janssen requer a aplicação só de uma dose, o que facilita toda a logística de distribuição e de imunização (Dado Ruvic/Illustration/File Photo/Reuters)

AM

André Martins

Publicado em 4 de junho de 2021 às 14h01.

Última atualização em 4 de junho de 2021 às 15h42.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou nesta sexta-feira, 4, que o governo conseguiu antecipar com a farmacêutica Janssen, que é um braço farmacêutico da Johnson&Johnson, a entrega de 3 milhões de doses da vacina contra a covid-19 para este mês.

"A vacina da Janssen, nós já tinhamos acertado 38 milhões de doses da vacina, nós conseguimos antecipar 3 milhões. Chega agora no mês de junho", disse o ministro.

O Brasil tem firmado um acordo com a Janssen de 38 milhões de doses, com previsão de entrega de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.

Queiroga explicou que a estratégia de distribuição dessas doses será coordenada em conjunto com os secretários estaduais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou em março o uso emergencial do imunizante no país. 

A vacina da Janssen requer a aplicação só de uma dose, o que facilita toda a logística de distribuição e de imunização. A eficácia global é de 66%, e 82% no grupo de pessoas com mais de 65 anos. A resposta do corpo para ficar protegido contra o coronavírus leva 14 dias após a aplicação. 

Até o momento o Brasil conta com três vacinas disponíveis para imunizar a população contra a covid-19: Coronavac, Fiocruz/AstraZeneca, e Pfizer.

Segundo o Ministério da Saúde, há a contratação de um total de 662 milhões de doses de vacina, com cronograma de entregar até o fim de 2021, ou seja, um excedente de 118 milhões — levando em conta a vacinação de toda a população.

Os maiores volumes foram comprados da Fiocruz/AstraZeneca (210 milhões), da Pfizer/BioNTech (200 milhões), e do Instituto Butantan/Sinovac (130 milhões). Até o começo de junho, o governo federal já distribuiu mais de 100 milhões de doses.

Com a antecipação, o governo tenta acelerar o ritmo de vacinação contra covid-19 no país. Segundo consórcio de veículos de imprensa, até a noite de quinta-feira, 3, 47.718.537 de brasileiros haviam recebido a primeira dose, o que corresponde a 22,53% da população. Já a segunda dose foi aplicada em 22.739.521 pessoas, o que equivale a 10,74% da população.

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