Amapá: estado nortista é o mais perigoso do país, de acordo com a taxa de homicídio por 100 mil habitantes (Leandro Fonseca /Exame)
Estagiária de jornalismo
Publicado em 20 de outubro de 2026 às 17h55.
Amapá, Ceará e Bahia lideram o ranking dos estados com as maiores taxas de assassinatos do Brasil, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide com dados de 2025. O Amapá registra 44,7 assassinatos por 100 mil habitantes, seguido pelo Ceará (43,7) e pela Bahia (39,5). Alagoas e Pernambuco completam as cinco primeiras posições. Apesar dos índices elevados nesses estados, o Brasil registrou queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais em 2025, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Amapá, Ceará e Bahia apresentam as maiores taxas de assassinatos entre os estados brasileiros, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, elaborado pela MySide, empresa especializada em tecnologia e serviços no setor imobiliário.
O levantamento utiliza dados de 2025 e considera a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes. As informações vêm do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
O resultado deve ser observado em um contexto de redução da violência letal no país. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, uma queda de 8,2% em relação ao ano anterior e o menor número desde o início da série histórica, em 2012.
A taxa nacional foi de 19,1 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. O indicador do anuário da MySide, porém, utiliza critérios próprios e não deve ser confundido diretamente com a taxa de mortes violentas intencionais.
A tabela considera os 27 estados e o Distrito Federal, classificados da maior para a menor taxa de assassinatos por 100 mil habitantes. Quanto maior o indicador, mais alta a posição neste recorte.
O Amapá ocupa o primeiro lugar, com taxa de 44,7 assassinatos por 100 mil habitantes. O Ceará aparece em segundo, com 43,7, seguido pela Bahia, com 39,5.
Alagoas, com 38,6, e Pernambuco, com 36,3, completam as cinco primeiras posições. Na outra ponta, Santa Catarina apresenta a menor taxa do país, com 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes.
| Posição | Estado | Assassinatos por 100 mil habitantes |
|---|---|---|
| 1º | Amapá | 44,7 |
| 2º | Ceará | 43,7 |
| 3º | Bahia | 39,5 |
| 4º | Alagoas | 38,6 |
| 5º | Pernambuco | 36,3 |
| 6º | Roraima | 35,2 |
| 7º | Maranhão | 30,8 |
| 8º | Rondônia | 30,8 |
| 9º | Rio Grande do Norte | 29,1 |
| 10º | Pará | 27,8 |
| 11º | Rio de Janeiro | 26,5 |
| 12º | Espírito Santo | 25,2 |
| 13º | Paraíba | 24,6 |
| 14º | Mato Grosso | 23,6 |
| 15º | Sergipe | 22,7 |
| 16º | Amazonas | 21,5 |
| 17º | Acre | 21,3 |
| 18º | Tocantins | 19,8 |
| 19º | Mato Grosso do Sul | 18,9 |
| 20º | Goiás | 17,3 |
| 21º | Paraná | 17,0 |
| 22º | Piauí | 16,7 |
| 23º | Minas Gerais | 16,3 |
| 24º | Distrito Federal | 12,4 |
| 25º | Rio Grande do Sul | 11,5 |
| 26º | São Paulo | 10,4 |
| 27º | Santa Catarina | 7,7 |
A taxa por 100 mil habitantes permite comparar territórios com populações diferentes. Apesar disso, o número não corresponde à quantidade absoluta de mortes e, isoladamente, não descreve todas as condições de segurança de um estado.
O indicador não mede crimes como roubos, furtos, ameaças e violência doméstica ou sexual sem desfecho fatal. Portanto, uma taxa elevada de assassinatos não significa necessariamente que o estado tenha os piores resultados em todas as modalidades criminosas.
Além disso, o levantamento utiliza registros de mortalidade do Ministério da Saúde, com critérios próprios de classificação e correção estatística. Os resultados não devem ser considerados automaticamente idênticos aos números de homicídios divulgados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública.
A classificação também não permite atribuir as diferenças entre os estados a uma política pública específica sem investigações adicionais.
O Amapá ocupa o primeiro lugar, com 44,7 assassinatos por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Ceará (43,7), Bahia (39,5), Alagoas (38,6) e Pernambuco (36,3), segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026.
O Amapá tem a maior taxa do ranking, com 44,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 2025.
O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, uma queda de 8,2% em relação ao ano anterior e o menor número da série histórica iniciada em 2012. A taxa nacional foi de 19,1 mortes por 100 mil habitantes, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Santa Catarina apresenta a menor taxa entre os estados brasileiros, com 7,7 assassinatos por 100 mil habitantes em 2025.
O levantamento da MySide considera a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes, com dados populacionais do IBGE e registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Quanto maior a taxa, pior a posição no ranking de segurança.
Não. O indicador mede a violência letal e não inclui crimes como roubos, furtos, ameaças e violência doméstica ou sexual sem desfecho fatal. Por isso, uma taxa elevada de assassinatos não significa necessariamente que o estado tenha os piores índices em todas as modalidades criminosas.