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PSL anuncia hoje Joice Hasselmann como candidata em SP

O anúncio da candidatura da deputada Joice Hasselmann ocorre em meio a retoma das conversas do PSL com Bolsonaro

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Eleições em SP: capital paulista tem até o momento 17 pré-candidatos a prefeito (José Cruz/Agência Brasil)

Eleições em SP: capital paulista tem até o momento 17 pré-candidatos a prefeito (José Cruz/Agência Brasil)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 31 de agosto de 2020 às, 08h47.

Última atualização em 31 de agosto de 2020 às, 11h28.

As convenções partidárias que vão definir as chapas de prefeito e vice-prefeito e vereadores nas eleições deste ano terão início hoje. Em São Paulo, o PSL vai anunciar a candidatura da deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) e o PSD oficializa o nome de Andrea Matarazzo. Maior cidade do País, a capital paulista tem até o momento 17 pré-candidatos a prefeito.

A realização da convenção do PSL foi confirmada ontem pelo deputado Júnior Bozzella, presidente estadual do partido e coordenador da campanha de Joice. A decisão, no entanto, surpreendeu até o entorno da deputada. Bozella optou por uma convenção "discreta e barata" para oficializar a candidata. A ideia de acelerar a oficialização da candidatura foi blindar Joice contra movimentos internos do PSL bolsonarista.

O anúncio da deputada como candidata à Prefeitura se dá no momento em que a sigla retoma conversas com o presidente Jair Bolsonaro, que deixou o partido em novembro do ano passado. "Continuamos crescendo nesse período, isso mostrou que o partido tem uma independência, uma luz própria", disse Bozella ao Estadão.

A vaga de vice da chapa continua aberta. Marcos Cintra, ex-secretário da Receita do governo Bolsonaro, chegou a ser cogitado para o cargo, mas vai assumir a coordenação do plano de governo da candidata. O economista de 74 anos foi demitido por Bolsonaro em setembro do ano passado. "Abriu essa vaga para mais uma pessoa que possa vir a somar. Deixamos possibilidades como os partidos DC, PMB e PTC", afirmou Bozella.

Assim como o PSL, o PSD vai realizar um evento presencial para oficializar a candidatura de Andrea Matarazzo à Prefeitura - por causa da pandemia da covid-19, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu que os eventos sejam realizados virtualmente. "O principal problema da cidade é o prefeito ou a falta de um prefeito que tenha experiência, competência, compromisso com a cidade, que saiba definir as prioridades", disse Matarazzo.

O prazo para que os diretórios municipais das agremiações realizarem as convenções vai até o dia 16 de setembro. O Republicanos adiou para a data limite a convenção para oficializar a pré-candidatura do deputado federal Celso Russomanno.

O adiamento da convenção para o último dia permitido pelo TSE foi anunciado na semana passada pelo partido. Isso dá tempo para o andamento das articulações para que Russomanno defina qual vai ser seu papel na disputa: se vai encabeçar uma chapa, desistir de concorrer ou mesmo ser vice do atual prefeito Bruno Covas (PSDB) ou do ex-governador Márcio França (PSB), com quem também negocia.

Entre os chamados nanicos, o PRTB também programou evento hoje para confirmar a candidatura de Levy Fidelix, presidente nacional da sigla - que tem como principal representante o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

O grande número de pré-candidaturas majoritárias é considerado um reflexo da proibição das coligações em eleições proporcionais. Candidatos a prefeito que concorrem pelo sistema majoritário continuam podendo formar alianças com outros partidos, mas vereadores ficam impedidos. A medida foi aprovada em 2017 e passa a valer este ano.

As coligações permitiam que partidos pequenos se unissem para, juntos, terem mais chances de atingir o quociente eleitoral.

O fim das coligações também diminui o poder dos "puxadores de voto", candidatos que acabavam distorcendo o sistema proporcional ao alcançar uma quantidade muito grande de votos e eleger colegas com votações bem menores.

Como efeito prático, partidos pequenos terão mais dificuldades para conseguir eleger vereadores. Por isso, as siglas devem lançar uma quantidade expressivamente maior de candidatos ao Executivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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