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Pimenta: retirada de grades de proteção do Planalto foi gesto simbólico de Lula

De acordo com o ministro, a retirada do gradil das estruturas do Legislativo e Judiciário cabe aos chefes dos Poderes analisar a "conveniência"

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A decisão foi tomada por Lula e ocorreu cerca de dez anos após a instalação das grades ao redor dos edifícios dos Poderes (Valter Campanato/Agência Brasil)

A decisão foi tomada por Lula e ocorreu cerca de dez anos após a instalação das grades ao redor dos edifícios dos Poderes (Valter Campanato/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, afirmou que a retirada das grades do entorno do Palácio do Planalto é um gesto simbólico tomado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o ministro, a retirada do gradil das estruturas do Legislativo e Judiciário cabe aos chefes dos Poderes analisar a "conveniência".

"O presidente entendeu que, neste momento de união e reconstrução que o País está vivendo, de busca de diálogo, não há o porquê manter essa estrutura, uma estrutura que antigamente não existia, acabou sendo colocada aqui [Palácio do Planalto], no Itamaraty, num determinado momento da vida política do País", declarou o ministro, em fala a jornalistas na tarde desta quarta-feira, 10. De acordo com o ministro, estava na hora de "devolver a Brasília e ao Brasil esse ambiente de liberdade".

Grades nos edifícios dos Três Poderes, em Brasília

A decisão foi tomada por Lula e ocorreu cerca de dez anos após a instalação das grades ao redor dos edifícios dos Poderes. Na manhã desta quarta, 10, as grades já foram retiradas do Palácio do Planalto e há trabalho para que sejam retiradas do Palácio Itamaraty.

Pimenta afirmou que a decisão do presidente faz parte de uma vontade de o petista de ver o Palácio do Planalto "da forma que era na época que ele governou". "O presidente gosta desse ambiente, acha bonito e acha que o Brasil também precisa de gestos como esse", disse.

Segurança na sede dos Três Poderes

Questionado se haverá esforços na retirada de gradil nos outros Poderes, o ministro respondeu: "Isso cabe a cada um dos chefes dos Poderes analisar a conveniência de tomar ou não essa decisão. É um gesto simbólico que foi adotado e o presidente espera e todos esperamos que seja mais bonito." Pimenta disse que ainda não tem informações se as grades do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, também serão retiradas.

"Agora tem tanto empecilho para chegar no Palácio do Alvorada, não sei se vocês já viram os bloqueios que fizeram lá. Quem faz uma quantidade de bloqueio é porque está com medo de alguma coisa", pontuou. "Não é possível que tenha que ter um monte de muralha para poder chegar na casa do presidente, que era uma coisa para tirar fotografia. Eu vou aos poucos retirando aquilo lá. Nós precisamos fazer com que o Brasil volte a ser civilizado."

Conforme mostrou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o governo vai contratar uma empresa para instalar 62 mil grades de proteção na Esplanada dos Ministérios e nos Palácios da Alvorada e Planalto. Alinhados, os alambrados somam 124 quilômetros de extensão. O "cercadão" de Lula é bem superior ao do seu antecessor, Jair Bolsonaro. De acordo com Pimenta, contudo, a contratação e possível retorno das grades de forma eventual serão feitas por questões de segurança, solenidades e eventos.

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