Brasil

PGR denuncia Cunha por corrupção e lavagem de propinas da Odebrecht

Os criminalistas Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que defendem Cunha, afirmam que as acusações são inverossímeis

Eduardo Cunha (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Eduardo Cunha (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 24 de fevereiro de 2021 às 18h40.

Priorizar nos meus resultados Google

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP) por participação em suposto esquema de propinas da Odebrecht em troca de apoio nos contratos de construção de hidrelétricas no Rio Madeira, em Rondônia. Outras quinze pessoas também foram denunciadas no caso.

A denúncia foi assinada pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo e entregue ao Supremo Tribunal Federal no último dia 11. A peça acusa Chinaglia de solicitar R$ 10 milhões à Odebrecht em troca de apoio em contratos de interesse da empresa na região. O petista, listado como 'grisalho' no departamento de propinas da empreiteira, teria recebido R$ 8,7 milhões em 36 pagamentos feitos entre 2008 e 2014.

Eduardo Cunha teria intermediado os repasses da Odebrecht. O emedebista à época tinha influência sobre Furnas, principal sócia do consórcio que venceu o contrato para a construção da Usina de Santo Antônio, na região do Rio Madeira.

Chinaglia é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cunha foi denunciado apenas por corrupção.

Os criminalistas Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que defendem Cunha, afirmam que as acusações são inverossímeis. "A denúncia, baseada em delatores e planilhas oferecidas por estes, não narra absolutamente nada sobre o ex-deputado, tratando apenas de Arlindo Chinaglia - um de seus principais oponentes e em nome de quem jamais atuaria", afirmam.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE EDUARDO CUNHA

"É no mínimo absurdo, totalmente inverossímil, que se acuse Eduardo Cunha de solicitar vantagem em benefício de adversário político, contra quem inclusive disputou a eleição para a presidência da Câmara. A denúncia, baseada em delatores e planilhas oferecidas por estes, não narra absolutamente nada sobre o ex-deputado, tratando apenas de Arlindo Chinaglia - um de seus principais oponentes e em nome de quem jamais atuaria. As dúvidas serão devidamente esclarecidas no curso da investigação para correção deste lamentável equívoco."

Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso.

Acompanhe tudo sobre:Eduardo CunhaOperação Lava JatoNovonor (ex-Odebrecht)Marcelo OdebrechtPGR - Procuradoria-Geral da República

Mais de Brasil

Lula reage e reduz vantagem, mas Flávio Bolsonaro segue favorito, diz diretor da Nexus

Janones recebe alta após ser internado com arritmia cardíaca grave

Lula protocola junto a TSE autorização para quebra de seu sigilo caso Flávio faça o mesmo

Meta responde ao TSE e nega tratamento desigual a propagandas de Lula e Flávio Bolsonaro