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Paulinho da Força reafirma apoio a Lula e garante adesão do Centrão

Deputado prega humildade: "Tem gente do PT que acha que a eleição está ganha, mas não está"

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força (Antonio Cruz/Agência Brasil)

AO

Agência O Globo

Publicado em 21 de abril de 2022 às 09h52.

Última atualização em 21 de abril de 2022 às 09h53.

Presidente do Solidariedade, o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SP), por pouco não abandonou a aliança acertada com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva há cerca de dez dias, depois de ter sido vaiado por militantes do PT durante um evento de centrais sindicais para o qual havia sido convidado por Lula.

O episódio, porém, foi contornado num encontro com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e com o próprio pré-candidato petista à Presidência.

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Em entrevista a O Globo, Paulinho, que durante anos presidiu a Força Sindical, afirmou que Lula
lhe prometeu proteção. Em outras palavras, o ex-presidente garantiu que o deputado não será mais atacado pela militância e que o espera ao seu lado no dia 7 de maio, quando será lançada a chapa presidencial formada por Lula e Geraldo Alckmin (PSB), o vice.

— Ele chamou para si a responsabilidade — disse Paulinho.

Antes de selar as pazes e postar uma imagem de mãos dadas com Lula, na terça-feira passada, o deputado se reuniu justamente com o tucano Aécio Neves, a quem classifica como "grande amigo", e o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB).

No mesmo dia, veio a público uma gravação em que o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), tentava convencer Paulinho a abandonar o petista e aderir ao projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Embora tenha recusado a oferta, o parlamentar do Solidariedade diz considerar Bolsonaro um candidato difícil de ser batido.

Ele acredita, no entanto, que se Lula vencer, os partidos do centrão, grupo político em torno do qual o Solidariedade orbita, vão estar "em seis meses" com o novo presidente.

— Tem gente que não gosta e não sabe ser oposição — justificou.

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