Brasil

Número de doentes renais no Brasil dobra em uma década

Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal


	Insulina: a doença renal crônica significa uma perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins
 (John Moore/Getty Images)

Insulina: a doença renal crônica significa uma perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins (John Moore/Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 7 de dezembro de 2012 às 17h42.

Brasília – O avanço de doenças crônicas, sobretudo do diabetes e da hipertensão, tem provocado um aumento no número de pacientes com problemas nos rins. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que o número de doentes renais no Brasil dobrou na última década. Estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de alguma disfunção renal. Atualmente, entre 90 mil e 100 mil pessoas passam por diálise no país.

Outro alerta é que mais de 70% dos pacientes que iniciam a diálise descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos. O presidente da entidade, Daniel Rinaldi, lembrou que os profissionais de saúde da atenção básica devem estar atentos aos chamados pacientes de risco – diabéticos, hipertensos, idosos e pessoas com casos de doença renal na família.

Segundo ele, para esses grupos, devem ser prescritos exames simples e de baixo custo, como a creatinina (sangue) e a perda de albumina (urina). Caso o resultado indique possível doença renal, o paciente deve ser encaminhado para um nefrologista.

O vice-presidente da sociedade médica, Roberto Tecoits, acredita que falta comunicação entre os próprios profissionais de saúde. Um dos principais problemas, continuou Tecoits, é a ausência de um protocolo de atendimento específico para doenças renais a ser adotado pelos médicos, desde a atenção primária.

“Falta uma estruturação da rede. Esse paciente, se acompanhado pelo especialista desde o início, pode não precisar de diálise ou de um transplante”, disse. “A doença renal crônica não apresenta sinais e sintomas em fase precoce. Os médicos precisam estar atentos aos grupos de risco”, completou.

A expectativa da Sociedade Brasileira de Nefrologia é que uma reunião com representantes do Ministério da Saúde, agendada para janeiro de 2013, possa ser o pontapé inicial para a criação de uma rede de atendimento a doentes renais.

A doença renal crônica significa uma perda lenta, progressiva e irreversível da função dos rins. Até o paciente perder quase metade da capacidade de funcionamento dos órgãos, a doença, praticamente, não é percebida. A partir daí, começam a surgir os primeiros sintomas, como inchaço, pressão alta e anemia. Os principais fatores de risco para uma doença renal são o sobrepeso, o tabagismo e idade acima de 50 anos, além da hipertensão arterial, do diabetes e do histórico familiar.

Acompanhe tudo sobre:DiabetesDoençasSaúde no Brasil

Mais de Brasil

Prefeitura de Porto Alegre fecha comportas do Cais Mauá para barrar água do Guaíba

PT concorda com revisão de benefícios fiscais, mas critica Tarcísio por aumento para 2025

Onda de frio: temperatura terá queda brusca no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte a partir de sexta

Chuvas fortes atingem o RS mais uma vez e causam novos alagamentos

Mais na Exame