Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato em São Paulo no dia 11 de outubro (Ricardo Stuckert/Flickr)
Repórter especial em Brasília
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 18h30.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai formalizar seu desafio ao rival Flávio Bolsonaro (PL) para que abra os sigilos fiscal e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares. Lula deverá enviar nesta terça-feira, 20, um documento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando o procedimento, desde que o rival faça o mesmo.
"Não posso permitir que um miliciano fique atrás de mim no debate (realizado pela TV Bandeirantes no último domingo) escrito na mão 'corrupto', porque corrupta é a família dele, é ele. A única coisa que eu estou pedindo é que ele tenha a coragem de provar que é honesto. Que ele faça como eu estou fazendo. Vou entregar na expectativa de que ele entregue a dele", disse Lula, em referência ao documento que enviará ao TSE.
A declaração foi dada durante ato de campanha em Porto Alegre na tarde desta segunda-feira, 19. Lula afirmou que o pedido inclui seus cinco filhos: Marcos Cláudio, Lurian, Fábio Luís (o Lulinha), Sandro Luís e Luís Cláudio.
"Vou colocar (os sigilos dos) meus cinco filhos (à disposição do TSE) porque em toda eleição se inventa uma coisa contra a minha família e eu resolvi não ficar quieto. Essa é minha última disputa eleitoral e não posso deixar que um ladrão tente jogar a minha biografia no lixo. Isso aqui é em defesa da minha honra, da honra da minha família", disse o presidente.
A entrega dos documentos e a efetivação da medida por parte de Lula estão condicionadas à adoção, por parte de Flávio Bolsonaro, da mesma postura. O desafio foi feito por Lula ao rival durante o debate da TV Bandeirantes, no domingo. Na ocasião, Flávio não respondeu se toparia disponibilizar as informações à Justiça Eleitoral.
A rigor, qualquer cidadão pode autorizar espontaneamente o acesso das autoridades judiciais aos seus dados telemáticos e bancários. A quebra oficial dos sigilos depende de ordem judicial.