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Lula protocola junto a TSE autorização para quebra de seu sigilo caso Flávio faça o mesmo

Documento envolve sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente, da primeira-dama Janja e dos cinco filhos do petista

Lula discursa a aliados durante reunião de coordenação de sua campanha, em Brasília

Lula discursa a aliados durante reunião de coordenação de sua campanha, em Brasília

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 20 de outubro de 2026 às 12h17.

Última atualização em 20 de outubro de 2026 às 12h20.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta terça-feira, 20, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização da liberação dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele próprio, da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e de seus cinco filhos para a divulgação dos dados no sistema DivulgaCandContas ou em outro site de acesso público. É a formalização do desafio que Lula fez a Flávio Bolsonaro (PL) durante  debate realizado pela TV Bandeirantes no domingo.

Lula se comprometeu a divulgar os dados bancários, fiscais e telefônicos relativos aos últimos oito anos, desde que o rival Flávio Bolsonaro (PL) "adote idêntica providência" de disponibilizar seus dados, os de sua esposa Fernanda Bolsonaro, os do ex-presidente Jair Bolsonaro, de sua mãe, Rogéria Bolsonaro, do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do deputado eleito Jair Renan Bolsonaro.

"Este desafio e autorização também abrangem as pessoas jurídicas das quais os candidatos sejam sócios ou administradores, bem como aquelas em cujas contas bancárias figurem como responsáveis financeiros ou 'usuários máster'", diz a petição de Lula, dirigida à Presidência do TSE.

"A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior a próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar", diz Lula na petição.

Lula afirma no documento que tem uma única empresa, a Lils, responsável por administrar suas palestras. O documento diz ainda que Flávio deve divulgar os dados das empresas em que tem participação societária e as cita: Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All in One Corretora de Seguros Ltda, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda, Bolsonaro Digital Ltda e Alcazar Holdings.

No caso da Alcazar Holdings, empresa offshore registrada na Ilha da Madeira, o controlador é o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. Reportagens recentes publicadas pelo portal UOL e pelo jornal O Globo afirmam que a Polícia Federal encontrou e-mail da secretária de Willer Tomaz em que pede para um banco "desassociar" Flávio Bolsonaro da conta da empresa, que também é cotista do jato que foi de Daniel Vorcaro e transportou o senador. O senador, de acordo com as reportagens, aparecia como "usuário master" da conta da holding.

Willer Tomaz e Flávio têm negado serem sócios.

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