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Intervenção militar “é um fantasma que nós nos livramos”, diz Barroso

Em evento em Harvard, ministro do Supremo diz que militares têm tido comportamento exemplar desde a redemocratização

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Barroso: "Não existe razão para que tenhamos medo"

Barroso: "Não existe razão para que tenhamos medo"

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Eduardo Salgado, Cambridge, Massachusetts

Publicado em 16 de abril de 2018 às, 15h52.

Última atualização em 16 de abril de 2018 às, 18h00.

Em simpósio organizado pelos alunos brasileiros da escola de direito da Universidade Harvard na manhã desta segunda-feira, 16, Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que não existe nenhum perigo de golpe militar no Brasil.

Falando em inglês, Barroso disse que “se existe uma parte da sociedade brasileira que não causou nenhum problema nos últimos 30 anos (desde a redemocratização), esse segmento foi o dos militares. Os militares tiveram um comportamento exemplar. E não existe razão para que tenhamos medo.” Lembrando que quando jovem fez oposição à ditadura, Barroso argumentou que os militares pagaram “um preço muito alto por terem ficado no poder por tanto tempo” e que ele duvida que os militares “queiram passar por aquilo de novo”.

Em seguida, Barroso disse que os militares, como qualquer outro segmento da sociedade brasileira, estão preocupados. “Eles querem mudar as coisas para melhor, da mesma forma que eu e que todos aqui querem”, disse para uma plateia de estudantes e membros do Judiciário brasileiro, como a procuradora geral da República Raquel Dodge e os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro, respectivamente. “Mas não existe nenhum risco de um golpe militar ou de nada dessa ordem”, completou Barroso.

Para o ministro do Supremo, os brasileiros e os militares aprenderam a lição. A intervenção militar “é um fantasma que nós nos livramos”, disse. “Não existe outra alternativa melhor que a democracia. Precisamos tentar melhorar a nossa”.

As declarações de Barroso aconteceram depois de uma pergunta vinda do público. A discussão sobre o papel dos militares aumentou a partir do começo deste mês. No dia 3 de abril, na véspera do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que definiu a sua prisão, o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, divulgou em rede social suas opiniões sobre a conjuntura. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?” Em outra mensagem, Villas Bôas disse que repudiava “a impunidade” e que estava “atento às suas missões institucionais”.

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