Brasil

Hospitais federais atendem vítimas dos confrontos no Rio

Determinação do Departamento de Gestão Hospitalar faz cirurgias não-emergenciais serem suspensas para receber pacientes

Hospital de Bonsucesso: hospitais federais vão auxiliar as redes municipal e estadual (Marcos Pinto/VEJA Rio)

Hospital de Bonsucesso: hospitais federais vão auxiliar as redes municipal e estadual (Marcos Pinto/VEJA Rio)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de novembro de 2010 às 11h33.

Rio de Janeiro - A rede hospitalar federal do Rio deu início hoje (26) a um plano de contingência para atender vítimas dos ataques criminosos e confrontos com a polícia na cidade. Uma das unidades dessa rede é o Hospital de Bonsucesso, localizado próximo aos complexos de favelas da Penha e do Alemão. Implantado por determinação do Departamento de Gestão Hospitalar da rede federal, o plano prevê a suspensão de algumas cirurgias eletivas (sem caráter emergencial) realizadas nos hospitais de Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e dos Servidores do Estado.

O plano de contingência visa a dar suporte às redes públicas de saúde estadual e municipal, oferecendo equipes médicas e leitos cirúrgicos das unidades federais como “retaguarda” a possíveis demandas que possam surgir diante dos últimos acontecimentos envolvendo o combate ao crime.

O papel de central de socorro às vítimas dos confrontos vem sendo exercido por uma unidade estadual, o Hospital Getúlio Vargas (HGV), na Penha. Vizinha à Vila Cruzeiro, a unidade é considerada referência no atendimento a baleados, devido ao grande número de ocorrências policiais na região, ao longo dos últimos anos. Desde ontem, a unidade teve sua emergência reforçada e, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, foram suspensas as folgas de profissionais. Permanecem internados no HGV seis pessoas baleadas nos confrontos de ontem (25) entre policiais e traficantes.

Ainda como parte do plano de contingência da rede federal, os bancos de sangue mantidos nas seis unidades vão criar estoques que servirão como reserva para possíveis demandas. Esta iniciativa, segundo o núcleo do Ministério da Saúde no Rio, já está sendo executada em articulação com o Instituto Estadual de Hematologia (HemoRio).

O plano também suspende, por tempo indeterminado, as férias e licenças de equipes da área cirúrgica dos seis hospitais federais do Rio.

Acompanhe tudo sobre:cidades-brasileirasMetrópoles globaisRio de JaneiroServiçosServiços de saúdeSetor de saúdeViolência urbana

Mais de Brasil

Prefeito de Canoas diz que reconstrução de prédios públicos demanda mais de R$ 200 milhões

OPINIÃO: Nunca esqueceremos

Enchentes no RS: sobe para 155 o número de mortos; 94 pessoas seguem desaparecidas

Campanhas de Boulos e Tabata veem Datena “roubando” votos de Nunes; MDB acredita em aliança com PSDB

Mais na Exame