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Haddad nega planos de candidatura em 2026 e incentiva Lula para reeleição

Haddad defendeu que o presidente precisa estar disponível para o país, mas que a decisão sobre concorrer novamente é de foro íntimo

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Haddad: "A pior coisa que um político pode fazer é sentar em uma cadeira pensando em outra" (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Haddad: "A pior coisa que um político pode fazer é sentar em uma cadeira pensando em outra" (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira 13, não ter planos para lançar candidatura em 2026 e que gostaria que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentasse a reeleição. "A pior coisa que um político pode fazer é sentar em uma cadeira pensando em outra", disse em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV, sobre suas ambições políticas.

Sobre a reeleição de Lula, Haddad defendeu que o presidente precisa estar disponível para o País, mas que a decisão sobre concorrer novamente é de foro íntimo e que o PT respeitará a vontade de Lula.

Questionado sobre o posicionamento do partido para as eleições municipais de 2024, o ministro comentou sobre a situação de São Paulo. "Tem um acordo com o PSOL para São Paulo e penso que tem de cumprir", disse, em relação à aliança que viabilizaria a candidatura de Guilherme Boulos para a prefeitura.

Relação com o Parlamento

Haddad disse que nunca teve dificuldades em dialogar com o Parlamento, mas reconheceu que a relação entre Legislativo e Executivo pode ser aprimorada. Ele também ressaltou a boa relação que mantém com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

"Nunca tive dificuldade de dialogar com o Parlamento. Eu gosto do Parlamento", disse, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da RedeTV, reiterando que o Executivo ainda pode melhorar as relações com o Parlamento. Haddad comentou que a pressão de ser o ministro da Fazenda na transição Bolsonaro-Lula foi uma experiência incomum, mas que teve apoio justamente de outros Poderes, principalmente do Legislativo.

"Me dou bem com Arthur Lira e Rodrigo Pacheco, que foram os fiadores da transição, junto com o STF após o 8 de janeiro", disse, frisando que não houve colaboração da parte do governo Bolsonaro.

Haddad também destacou o semestre produtivo para a área econômica, em que houve entregas para Legislativo e Judiciário quase todos os meses e avanços importantes, como a aprovação da reforma tributária e a pacificação de questões também tributárias na Justiça.

Tarcísio

O ministro da Fazenda disse que a formação mais bolsonarista do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, não foi um impeditivo para os dois manterem bom diálogo e buscarem solução para a reforma tributária, por exemplo. Ele comentou a repercussão da foto em que os dois apareciam lado a lado e que incomodou o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores mais radicais.

"Tarcísio não nega ser bolsonarista, embora se apresente de forma mais leve. A formação [ideológica] não me impede, como ministro, de dialogar com o governador de São Paulo", disse. Ele lembrou que os dois conversaram sobre a necessidade de manter a centralização da arrecadação do tributo subnacional que será criado com a reforma tributária, e esse foi um dos pontos que permitiu o avanço do texto após 30 anos.

Ele também citou a radicalização dos protestos com as invasões aos prédios dos Poderes no 8 de janeiro e comentou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de condenar Jair Bolsonaro e torná-lo inelegível. "Se ilude quem pensa que não houve uma tentativa de golpe no Brasil", disse o ministro.

Sobre a investigação contra Bolsonaro, Haddad disse lamentar quando o cenário eleitoral é afetado por decisões da Justiça, mas avaliou que um indivíduo não pode cometer crimes por ser popular.

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