Brasil

El Niño começa a perder força, mas efeitos ainda continuarão sendo sentidos pelo país; entenda

Segundo a MetSul Meteorologia, o pico do evento climático na temporada 2023/2024 já foi alcançado

 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agência o Globo
Agência o Globo

Agência de notícias

Publicado em 31 de janeiro de 2024 às 07h21.

O pico do El Niño na temporada 2023/2024 pode já ter acontecido, o que inicia o processo de enfraquecimento do evento climático, como aponta a MetSul Meteorologia. O indício de perda de força do fenômeno foi detectado a partir da análise da temperatura da superfície do mar.

Usualmente, a medição da temperatura do mar na região 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste, é usada oficialmente para constatar a presença do El Niño e a sua força. A avaliação mais recente confirmou a temperatura de +1,7°C, índice 0,4°C mais baixo do que os valores registrados na mesma região em novembro do ano passado.

O departamento americano National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) aponta que o evento climático deve perder força gradualmente, com um cenário que caminha para a neutralidade, sem fortes influências de El Niño e La Niña no segundo trimestre do ano. Contudo, de acordo com a MetSul, apesar de o fenômeno ter atingido um pico e entrar em fase de enfraquecimento, os efeitos do El Niño devem continuar a ser sentidos no país.

— Em fevereiro o El Niño já começa a perder intensidade. Ele ainda vai influenciar nas condições climáticas, mas já vai começar a diminuir a força e com a possibilidade de dar continuidade nessa tendência até o outono de deste ano, quando uma fase neutra se inicia — explicou a meteorologista Andrea Ramos, do Instituto Nacional de Metrologia (Inmet).

Segundo o Inmet, a fase neutra é quando não se tem nenhum evento do El Niño nem do La Niña, e são mantidas as condições comuns às estações. Primavera e verão são as mais quentes, e provocam mais chuvas.

El Niño

O El Niño é o nome do fenômeno climático em que acontece o aquecimento das águas do oceano Pacífico, nas proximidades do Peru. Não há uma sazonalidade específica para acontecer, apesar de ser mais visto em dezembro, quando é verão no hemisfério Sul.

O fenômeno impacta a circulação das águas. O El Niño modifica diretamente a temperatura terrestre, ocasionando chuvas ou secas intensas e o aumento da temperatura da Terra. Não há uma explicação definida do que causa essa alteração, mas especula-se que tenha alguma relação com as mudanças climáticas.

La Niña

Ao contrário do El Niño, o fenômeno climático acontece a partir do resfriamento das águas das partes central e leste do Pacífico Equatorial. Além disso, é caracterizado também por mudanças na circulação atmosférica tropical, o que impacta nas temperaturas e chuvas em todo o mundo.

Acompanhe tudo sobre:ClimaCaloronda de calor

Mais de Brasil

Remessas de até US$ 50 batem recorde e chegam a 16,6 milhões antes de volta da taxação

Irmã de Juscelino Filho também é indiciada pela PF em inquérito sobre suposto desvio de emendas

O que diz o projeto de lei que equipara aborto após a 22ª semana a homicídio

Previsão do tempo Campo Grande: fim de semana terá clima quente e estável

Mais na Exame