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CPI do 8 de Janeiro: plano de trabalho vai propor investigação a partir de protestos após eleições

A intenção é votar na quarta-feira os primeiros requerimentos, entre os quase 800 pedidos apresentados de convocações, quebras de sigilo e pedidos de documentos

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CPI do 8 de janeiro: Maia disse que os encontros serão obrigatoriamente presenciais (Edilson Rodrigues/Agência Senado/Flickr)

CPI do 8 de janeiro: Maia disse que os encontros serão obrigatoriamente presenciais (Edilson Rodrigues/Agência Senado/Flickr)

O presidente da CPI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), e a relatora, Eliziane Gama (PSD-MA), vão apresentar nesta terça-feira o plano de trabalho do colegiado. A intenção é votar na quarta-feira os primeiros requerimentos, entre os quase 800 pedidos apresentados de convocações, quebras de sigilo e pedidos de documentos.

Apesar da semana esvaziada no Congresso, em função do feriado na quinta-feira, Maia disse que os encontros serão obrigatoriamente presenciais.

“A essência de uma CPMI exige reuniões presenciais. Inquirição de pessoas, exame de requerimentos, acautelamento de documentos, etc, são ações que exigem presença física. Conversei com pres. Rodrigo Pacheco e decidi que todas as sessões da CPMI 8/1 serão na modalidade presencial”, escreveu o deputado na sua conta no Twitter.

Sobre o plano de trabalho, a ideia da relatora é reconstituir o processo que levou ao 8 de janeiro, começando a partir do segundo turno da eleição de 2022, que ocorreu em 30 de outubro. Foi nessa data em que houve bloqueios nas estradas do país e quando começaram as concentrações em frente aos quartéis das Forças Armadas em diversas cidades.

Os eventos que vieram na sequência, como o atentado a bomba nas proximidades do aeroporto de Brasília e os ataques à sede da Polícia Federal também entram nas ações do plano de trabalho.

Como O GLOBO mostrou, governistas querem “criar um clima” antes de convocar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a CPI do 8 de janeiro, que deve ficar para o final das oitivas do colegiado, segundo lideranças. A estratégia consiste em começar pelos “tentáculos” do que eles consideram a estrutura golpista e ir caminhando aos poucos até o que se suspeita ser a cabeça da tentativa de golpe.

Os governistas querem como primeiros alvos os parlamentares, já investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), suspeitos de incitar os golpistas. A intenção é pedir a quebra de sigilo telefônico e bancário desses personagens para achar ligações que levem aos possíveis financiadores.

Outra estratégia que está sendo estudada pela base governista é iniciar os trabalhos com a convocação da cabo Marcela da Silva Morais Pinno, que integra o Batalhão de Choque da PM-DF e estava na linha de frente na contenção dos atos de 8 de janeiro.

A policial chegou a ser empurrada de uma altura de 3 metros da rampa do Congresso Nacional pelos manifestantes. Depois, foi cercada e agredida com chutes e barras de ferro e enquanto estava caída no chão. Colegas policiais apareceram para resgatá-la na hora da pancadaria.

O objetivo dos governistas é minar a tese da oposição de que os manifestantes eram idosos inofensivos revoltados com o novo governo, mas incapazes de promover o quebra-quebra.

"A intenção é mostrar justamente que não havia anjos ali, que se tratavam de criminosos", disse o deputado Duarte Júnior (PSB-MA), autor do requerimento de convocação da policial.

"Golpistas tentaram de fato tirar a sua vida e somente a ajuda dos colegas de corporação foi capaz de impedir uma tragédia ainda pior", escreveu o parlamentar.

Por outro lado, parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), protocolaram uma série de pedidos para convocar manifestantes que foram presos no dia 9 de janeiro em frente ao Quartel-General do Exército. Haverá também a tentativa de desgastar o governo convocando o general da reserva Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como GDias, e o ministro da Justiça, Flávio Dino.

"Veto" a governador

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) enviou um ofício ao presidente da CPMI pedido que sejam ignorados dois pedidos para convocar o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Segundo Sampaio, o motivo é evitar confusão desnecessária, já que há jurisprudência que mostra que não é possível obrigar governadores a comparecer. "Só quero organizar, nem conheço Ibaneis", afirmou Sampaio, que é promotor de Justiça, ao GLOBO.

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