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A população brasileira que se identifica como preta, parda e indígena tem menos acesso ao saneamento básico em comparação com aqueles que se definem como brancos e amarelos, segundo dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 23.

De acordo com o levantamento, as pessoas amarelas, seguidas de brancas, apresentam as maiores proporções de domicílios com conexão a redes de serviços de saneamento básico e maior proporção de presença de instalações sanitárias nas casas. As pessoas pretas, pardas e indígenas têm proporções menores.

Os dados mostram que 91,8% das pessoas amarelas e 83,5% das pessoas brancas têm acesso a uma rede de esgoto, coleta de lixo e de abastecimento de água adequada em casa no Brasil. Enquanto isso, o total das pessoas de cor ou raça preta com essas mesmas condições em casa é de 75%, de pardos é 68,9% e 29,9% de indígenas.

Cerca de 28.637.901 de pessoas pardas, 5.164.144 de pretos e 1.188.080 de indígenas não têm acesso ao saneamento básico adequado no Brasil. As pessoas que se declaram brancas que vivem em condições sanitárias inadequadas totalizam 14.561.599, enquanto apenas 73.961 amarelos estão nesse mesmo cenário.

O IBGE alerta que as informações referentes aos indígenas devem ser analisadas com cautela, pois as condições de moradia e saneamento desses povos só podem ser adequadamente examinadas à luz de suas especificidades culturais. O instituto afirma que vai explorar com mais profundidade e propriedade os cenários em futuras publicações.

Desigualdade permanece em munícipios com melhor condição de saneamento

O Censo mostra ainda que entre os 20 municípios brasileiros com maior população, com uma infraestrutura sanitária melhor em comparação com todas as cidades brasileiras, as condições de acesso a coleta de lixo, esgotamento sanitário e abastecimento de água, são melhores para a população branca do que para as populações de cor ou raça preta, parda ou indígena.

Em São Paulo, por exemplo, uma das cidades brasileiras com melhores condições de saneamento básico, 97,2% dos brancos e 99,5% dos amarelos vivem com condições adequadas sanitárias. O número cai para pessoas pretas e pardas, 93,7% e 93,4%, respectivamente. Apesar de apresentarem uma condição adequada acima da média nacional, os dados evidenciam que as desigualdades raciais permanecem independente da condição do munícipio.

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