Brasil

Camex reduz imposto de importação de 116 peças automotivas

Embora a medida anunciada hoje diminua a tarifa sobre importações, o secretário reforçou ela que não afetará a indústria nacional de fabricação de autopeças

Hoje, há um regime de desconto sobre a tarifa de importação de autopeças (.)

Hoje, há um regime de desconto sobre a tarifa de importação de autopeças (.)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h42.

Brasília - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou hoje (14) a redução do imposto de importação de 116 peças automotivas para 2%. As tarifas anteriores variavam de 14% a 18%. "São peças que não estão sendo fabricadas no Brasil", afirmou o secretário executivo substituto da Camex, André Alvim, informando que um automóvel chega a ter 5 mil itens diferentes.

A resolução da Camex informa que os itens foram colocados na condição de "ex-tarifários", importados para produção, um mecanismo de estímulo a esse tipo de investimentos. Segundo Alvim, a medida atende as propostas do setor privado e o acordo fechado com a Argentina sobre a Política Automotiva Comum, tendo vigência enquanto durar o entendimento.

Hoje, há um regime de desconto sobre a tarifa de importação de autopeças. Esse desconto, que era de 40%, hoje está em 30% e, até maio de 2011, não existirá mais. A redução progressiva foi anunciada pelo governo no ano passado sob a alegação de que incentivaria a produção nacional, diminuindo as importações.

Embora a medida anunciada hoje diminua a tarifa sobre importações, o secretário reforçou ela que não afetará a indústria nacional de fabricação de autopeças, porque são itens sem similares produzidos no país. "A lista é muito limitada. Se passarem a ser produzidas aqui, não fará sentido essa redução", afirmou Alvim. Entre as peças incluídas, estão alguns tipos de caixas de câmbio.

Leia mais sobre Autoindústria

Siga as últimas notícias de Economia no Twitter

Acompanhe tudo sobre:AutoindústriaComércioComércio exteriorImportaçõesIndústriaIndústrias em geral

Mais de Brasil

Nível do Guaíba cai 17 cm em Porto Alegre e segue baixando

Adaptação das cidades à crise climática exige mudança de paradigma, dizem especialistas

Bairros, empreendimentos e cidades inteligentes

Enchentes no RS: mais de 76 mil pessoas estão em abrigos; 155 mortes e 94 desaparecidos

Mais na Exame