Bancos: 10 bi em imóveis; FBI vs. Trump…

Bancos: 10 bi em imóveis

A onda de devoluções e retomadas de imóveis de clientes inadimplentes fez os cinco maiores bancos do país acumularem, juntos, 10 bilhões de reais em estoques de imóveis. O número é o dobro de dois anos atrás e é suficiente para fazer dos bancos e é maior do que qualquer incorporadora brasileira, a Cyrela, que tinha 6,4 bilhões de imóveis em estoque em setembro de 2016. As informações são do jornal Valor.

A crise nas livrarias

A venda de livros no Brasil recuou 8,9% em 2016, afetando a rentabilidade de editoras e, principalmente, das livrarias, informa o jornal O Estado de S. Paulo. No varejo tradicional, o recuou aumento o desafio de lidar com a migração dos clientes para as vendas online e com a chegada da americana Amazon ao Brasil. Em dois anos, a Livraria Cultura viu sua receita recuar 17%. O resultado é a aceleração de negociações entre as redes e de mudanças de estratégia que afetam, além da Cultura, a Saraiva, a Livraria da Vila e a Fnac, que busca um sócio para o Brasil.

Reforma em três etapas

O presidente Michel Temer decidiu acatar a proposta da equipe econômica e levar adiante uma reforma tributária em três etapas, informa o jornal Folha de S. Paulo. O plano é começar alterando as regras da contribuição para o PIS neste mês e mudar a legislação da Cofins até o fim do primeiro semestre, ambas por medidas provisórias enviadas ao Congresso. O plano é simplificar os tributos, mas manter a carga e, consequentemente, a arrecadação. Depois, no segundo semestre, seria a vez de atacar o ICMS, com foco no combate à guerra fiscal entre os estados.

A Odebrecht e as Farc

Na edição desta semana, a revista VEJA publicou a reportagem “Saiu dinheiro até para as Farc”, em que relata que a empresa Odebrecht pagou por vinte anos um “pedágio” mensal aos narcoguerrilheiros colombianos para tocar obras em áreas dominadas por eles. No sábado, a empreiteira divulgou uma nota dizendo que “desmente com veemência a afirmação” dos pagamentos mensais, afirma que “a informação não é verídica” e completa acrescentando que “as obras mencionadas pelas matéria sequer se situam na área de atuação do grupo guerrilheiro citado”. VEJA reafirmou que as áreas em que a Odebrecht mantém as obras citadas na reportagem registram a atuação das Farc e acrescentou que, nas últimas duas décadas, elas foram palco de 123 mortes em conflito e 144 atentados perpetrados pelos narcoguerrilheiros, segundo dados do Centro Nacional de Memória Histórica da Colômbia.

FBI vs. Trump

O diretor do FBI, James Comey, pediu ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos neste final de semana para rejeitar publicamente a acusação feita pelo presidente do país, Donald Trump, de que o ex-líder norte-americano, Barack Obama, teria ordenado seu grampo telefônico durante a campanha eleitoral, de acordo com informações do jornal New York Times. Segundo a publicação, Comey teria argumentado que a alegação é falsa e “deve ser corrigida”, afirmaram autoridades do governo ao jornal. Até o momento, o Departamento de Justiça não divulgou nenhum comunicado. O pedido de Comey representa uma confrontação histórica entre o presidente dos EUA e o líder do FBI, que estaria questionando a veracidade das alegações de Trump.

Fillon pede desculpas

O candidato da direita francesa, François Fillon, pediu desculpa a seus eleitores neste domingo pelo escândalo de empregos fantasmas para seus familiares. Em discurso perto do Torre Eiffel, ele admitiu que errou ao contratar a mulher, Penelope, como assistente parlamentar, mas disse ter certeza que será inocentado no caso, já que ela teria, sim, realizado os trabalhos para os quais foi contratada. Disse ainda que as eleições estão sendo “manipuladas”, e que sua candidatura à presidência está mantida. Os franceses vão às urnas no dia 23 de abril.

China: meta de 6,5%

A China reduziu a meta de crescimento anual da economia do país para cerca de 6,5%, ante meta anterior para 2016 entre 6,5% e 7% — o país acabou crescendo 6,7%. Os chineses reduziram a meta preocupados principalmente com a formação de bolhas no mercado imobiliário e na bolsa. O primiê Li Keqiang citou a “alta alavancagem das empresas não financeiras chinesas”. É mais um passo do governo chinês na busca de uma nova fase do crescimento do país, com números menores, e menos endividamento.

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