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Ataques a Moraes: PSD expulsa suspeito de agredir ministro do Supremo no aeroporto de Roma

O empresário Roberto Mantovani Filho era filiado ao partido desde março de 2016

A expulsão aconteceu no dia 18 deste mês e, agora, ele é classificado como “desfiliado” (Carlos Moura/SCO/STF/Flickr)

A expulsão aconteceu no dia 18 deste mês e, agora, ele é classificado como “desfiliado” (Carlos Moura/SCO/STF/Flickr)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 22 de julho de 2023 às 18h24.

Última atualização em 22 de julho de 2023 às 18h26.

O PSD de Gilberto Kassab expulsou da legenda o empresário Roberto Mantovani Filho, suspeito de atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes no aeroporto de Roma na Itália, na semana passada.

Mantovani era filiado ao partido desde 14 de março de 2016. Sua expulsão aconteceu no dia 18 deste mês e, agora, ele é classificado como “desfiliado”. A reportagem do GLOBO procurou a defesa do empresário para comentar o assunto, mas até o momento não teve resposta.

O PSD já havia divulgado que iria expulsar Mantovani. Na terça-feira, a sigla divulgou nota afirmando que, caso o suspeito ainda fizesse parte do quadro, um processo administrativo seria aberto em seu detrimento, acarretando na expulsão.

“Independentemente da condição de sua filiação partidária, o PSD repudia o episódio. Caso confirmada a filiação ao partido, acionará a Comissão de Ética da legenda para que sejam tomadas as medidas punitivas cabíveis, que devem culminar em sua expulsão", afirmou o PSD diante da possibilidade do empresário já ter se desfiliado.

Como o GLOBO mostrou, a defesa do empresário avalia requerer às autoridades judiciais italianas as imagens do ocorrido no aeroporto de Roma, inclusive da área de embarque. Os advogados dizem que a medida daria mais agilidade no acesso a esse material.

O principal argumento usado pela defesa do empresário é que "se o governo brasileiro está empenhado em obter provas no interesse daqueles que se dizem vítimas de ofensas ou agressão, igual direito têm os supostos autores". Assim, seria justo que ambas as partes recebessem as imagens ao mesmo tempo, "podendo analisá-lo na sua plenitude”.

Acompanhe tudo sobre:Supremo Tribunal Federal (STF)Alexandre de Moraes

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