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Após queda nas pesquisas, campanha de Lula usa inquérito da PF para atacar Flávio

Petistas citam corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, crimes pelos quais senador é investigado em inquérito aberto por Mendonça

Lula e Flávio: petista tem visto vantagem cair na última semana em todas as pesquisas, em cenário de empate técnico nas simulações de 2º turno (Ricardo Stuckert /PL/Flickr)

Lula e Flávio: petista tem visto vantagem cair na última semana em todas as pesquisas, em cenário de empate técnico nas simulações de 2º turno (Ricardo Stuckert /PL/Flickr)

Ivan Martínez-Vargas
Ivan Martínez-Vargas

Repórter especial em Brasília

Publicado em 11 de setembro de 2026 às 17h06.

Última atualização em 11 de setembro de 2026 às 17h07.

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai buscar explorar eleitoralmente o fato de o presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro (PL) ser investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no contexto do financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master. Aliados e peças devem ressaltar os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas pelos quais o senador do PL é investigado.

A abertura do inquérito foi determinada em 22 de julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Polícia Federal e com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, mas só foi divulgada nesta sexta-feira, 11, depois que Mendonça atendeu a uma solicitação do presidente do STF, Edson Fachin.

Flávio é investigado por solicitar R$ 134 milhões de Vorcaro para financiar a cinebiografia de Jair Bolsonaro. A PF apura o uso dos recursos de Vorcaro, supostamente destinados ao filme sobre Jair Bolsonaro, e por que o montante foi destinado ao fundo Havengate, sediado no estado americano do Texas e criado pelo advogado Paulo Calixto, amigo de Eduardo Bolsonaro.

Nos últimos dias, as pesquisas têm mostrado uma diminuição na vantagem de Lula em cenários de 2º turno e consequente crescimento de Bolsonaro. Em todos, ficou claro que há empate técnico entre os candidatos.

Como Lula usará novas revelações contra Flávio

Um membro da cúpula da campanha de Lula diz que o caso deve ser explorado e estuda reproduzir trechos da investigação em inserções de TV e rádio, enfatizando os crimes pelos quais Flávio Bolsonaro é investigado.

Nas redes sociais, a campanha já disparou peças sobre o caso. Em uma delas, encaminhada a militantes petistas no início da tarde desta sexta-feira, diz que "a casa caiu" para Flávio e diz que ele está "investigado e enrolado até o pescoço no maior escândalo de corrupção da história do Brasil"

O secretário de Comunicação do PT, que atua na campanha de Lula, Éden Valadares, diz que a quebra do sigilo revelou que Flávio é "o principal investigado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas" do caso Master.

Em suas redes sociais, Valadares desafiou Flávio a divulgar o contrato de financiamento assinado entre a produtora de Dark Horse, a GoUP, e Vorcaro. "Com as máscaras caindo e o teatro da mentira desmoronando, o “irmãozão” de Vorcaro apela para o cinismo e vai inventar uma narrativa qualquer para falar aos extremistas. Vai inventar uma versão fantasiosa qualquer para tentar manter sua base radicalizada", afirma.

Aliados de Lula, como a ex-ministra Gleisi Hoffmann e o deputado federal Lindbergh Farias, já têm enfatizado em suas redes esses três crimes apurados no inquérito.

O fato de Mendonça ser considerado próximo ao bolsonarismo e ainda assim ter autorizado a abertura da investigação é considerado como mais uma camada problemática para a campanha de Flávio, uma vez que dificultaria a narrativa de que o inquérito é uma perseguição política.

O que o inquérito apura?

A investigação analisa se os recursos originalmente destinados ao filme foram desviados. Uma das hipóteses é que parte do dinheiro tenha sido usada para gastos pessoais do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que também mora no Texas.

Segundo a PF, Eduardo Bolsonaro teria enviado ao publicitário Thiago Miranda, que atuava na captação de recursos para a Dark Horse, "orientações sobre a forma pela qual os recursos (de Daniel Vorcaro) poderiam ser geridos nos Estados Unidos, com menção à possibilidade de envio da maior quantidade possível de valores pelo modelo então em curso".

A prova mencionada pela PF é um print de mensagens, supostamente do ex-deputado, enviado por Miranda a Vorcaro em 21 de março de 2025.

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