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Após nova ofensiva do MST, Lula lança programa para a reforma agrária

Movimento retomou ocupação de propriedade da Embrapa no fim de semana

MST: Lula lança hoje "Programa Terra da Gente" (Tarcísio Nascimento/MST-RJ Fonte: Agência Câmara de Notícias/Divulgação)

MST: Lula lança hoje "Programa Terra da Gente" (Tarcísio Nascimento/MST-RJ Fonte: Agência Câmara de Notícias/Divulgação)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 15 de abril de 2024 às 06h55.

Após nova ofensiva do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que decidiu invadir área da Embrapa no fim de semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança nesta segunda-feira, 15, um novo programa para a reforma agrária.

Segundo o Palácio do Planalto, o "Programa Terra da Gente" será apresentado a partir das 16h. Além de Lula, estarão presentes o Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi. Ainda de acordo com o governo, o objetivo da iniciativa "é ampliar e dar celeridade ao acesso à terra".

Mais cedo, às 9h, Lula também terá uma reunião com integrantes do governo que tratam do assunto — além de Teixeira, o ministro da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo, que faz a ponte do Planalto com movimentos sociais. O ministro da Secretária de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, também participa.

Pressão do MST

O MST anunciou no domingo a ocupação da Embrapa em Petrolina, Pernambuco. A demanda principal é o assentamento de 1.316 famílias, segundo a entidade. A invasão ocorre justamente em um momento em que o governo tenta se aproximar de ruralistas com o objetivo de diminuir resistências no setor.

Em comunicado, o MST acusou o governo federal de não cumprir com os acordos prometidos em abril. A mesma área havia sido ocupada no primeiro semestre do ano passado. Os invasores saíram da propriedade após negociações com o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Também em Petrolina, segundo os sem-terra, uma outra área foi ocupada. Trata-se de propriedade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), com 1.500 hectares.

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