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Aldo Rebelo troca PDT por MDB e mira vice de Ricardo Nunes

Para aliados, movimento do secretário para o mesmo partido do prefeito cria empecilhos para a formação da chapa

Aldo Rebelo, secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo (Antonio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

Aldo Rebelo, secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo (Antonio Cruz/Agência Brasil/Agência Brasil)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 5 de abril de 2024 às 16h53.

Última atualização em 5 de abril de 2024 às 16h58.

O secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, Aldo Rebelo, trocou o PDT pelo MDB nesta sexta-feira, último dia da janela partidária. Com a mudança de partido, o ex-ministro de Lula e Dilma (PT) se credencia para ser vice do prefeito Ricardo Nunes (MDB) — mas chapa pura pode ser entrave, segundo aliados.

Pessoas próximas a Nunes sugeriram que Aldo se filiasse ao Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, visando facilitar sua indicação para o cargo de vice. No entanto, ao optar pelo MDB, Aldo permanece como opção para a chapa do prefeito. Para aliados, no entanto, movimento do secretário para o mesmo partido do prefeito cria empecilhos para a formação da chapa, já que outras legendas pleiteiam o espaço.

Aldo dispensou convites do Republicanos, União Brasil, Solidariedade e Agir. Ele foi filiado ao MDB de 1976 a 1985, tendo sido candidato a deputado federal pela legenda em 1982, além de delegado na convenção do MDB que escolheu Tancredo Neves candidato a presidente.

A troca de partido foi um pedido do próprio prefeito, que tem Aldo como principal opção de vice.

"Estou filiado ao MDB. Agradeci ao Republicanos, União Brasil, Solidariedade e Agir pelos convites, mas preferi voltar ao MDB, onde já estive filiado até 1985", afirmou Rebelo ao O Globo.

O nome de Rebelo para a vice de Nunes tem apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Mas a escolha de seu nome enfrentava dois importantes entraves: convencer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o próprio PDT, que apoia a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) na corrida eleitoral paulistana.

Desconfiança na esquerda

A baixa identificação com pautas progressistas de lideranças de esquerda mais jovens leva bolsonaristas a encarar Rebelo com simpatia. O ex-ministro é seguido no Instagram por nomes como a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), amiga da família Bolsonaro, o deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) e o ex-ministro do Turismo de Jair Bolsonaro, Gilson Machado (PL-PE).

Alguns de seus posicionamentos podem soar similares aos daqueles feitos por bolsonaristas. Declarações como "ONGs barram o avanço do Brasil", "produtores rurais são injustamente tratados como criminosos" e "o bandido precisa voltar a ter medo da polícia" encontram mais eco à direita do que à esquerda.

Em entrevista ao O Globo, no mês passado, Rebelo afirmou que Bolsonaro é perseguido pela Justiça e que tem apreço pelo ex-presidente. No entanto, ele negou que viesse negociando o cargo de vice na chapa de Nunes.

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