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Apresentado por APEXBRASIL

Pela primeira vez, o Palácio Itamaraty, em Brasília (DF), recebeu o 6º Fórum Brasil de Investimentos, que reuniu tomadores de decisões e investidores para discutir reformas, neoindustrialização e como gerar um novo ciclo de desenvolvimento no país de forma sustentável. O evento é resultado da parceria entre o governo federal, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Dirigindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura do evento, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, lembrou que, na primeira gestão de Lula, em 2003, o fluxo de comércio do Brasil com o resto do mundo chegava a US$ 100 bilhões. Hoje, no terceiro mandato, esse volume está em US$ 600 bilhões. “O país perdeu tempo nos últimos anos para fazer esse fluxo crescer, devido às sucessivas crises que enfrentamos. É o momento de retomar o protagonismo do Brasil como espaço de atração de investimentos”, disse Viana.

Lula, em seu discurso, falou sobre o novo momento do país que, segundo ele, deixa de atuar como coadjuvante no cenário internacional e passa a assumir o papel de protagonista do Sul Global – como são chamados agora os países em desenvolvimento. “Vamos garantir estabilidade política, social, fiscal, e a possibilidade de usar a inteligência empresarial de vocês para que este país possa chegar não a uma meta de 600 e pouco bilhões de dólares, mas 1 trilhão. Vamos buscar isso.”

O presidente ainda falou sobre desenvolvimento sustentável, um dos grandes temas do evento. Para ele, o Brasil tem uma oferta de recursos naturais e matriz energética limpa que pode colocá-lo na dianteira da economia verde no mundo. Lula também disse que há espaço para aumentar a produtividade agrícola sem exigir mais do meio ambiente. “O país não precisa fazer queimadas ou desmatar a floresta para aumentar a produção agrícola. Temos quase 40 milhões de hectares que podem ser recuperados, o que pode duplicar a produção de soja, algodão e gado sem prejudicar o que resta de conservação.”

Investimento em energia verde

No palco, ao mesmo tempo que tramitava a aprovação da reforma tributária no Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Hadadd, defendeu que o Brasil agregue valor aos seus produtos verdes com indústria inovadora, gerando mais divisas. “Nós podemos usar o lítio para fazer a bateria; o aço verde, para fazer o carro verde. Temos mapeado um conjunto de investimentos em energia eólica, solar e biocombustíveis que dá possibilidades ao Brasil que nenhum outro país tem. Precisamos fazer parcerias para isso acontecer.”

Sobre a reforma tributária, o ministro destacou a importância das mudanças para a competitividade no país. “A disputa hoje entre os empresários se dá por planejamento tributário, não por produtividade. Não vence o mais produtivo, vence aquele com melhor advogado.”

Ainda participaram de painéis no BIF os ministros Carlos Fávaro, da Agricultura; Renan Filho, dos Transportes; Alexandre Silveira de Oliveira, de Minas e Energia; e Waldez Góes, da pasta de Integração e Desenvolvimento Regional.

No último dia do evento, foram anunciados quase R$ 40 bilhões em investimentos no país, sendo desses R$ 20 bilhões da Raízen em 20 plantas de etanol de segunda geração; R$ 750 milhões em uma parceria da Prumo Logística com a chinesa Ming Yang, em energia limpa; R$ 12 bilhões da refinaria Acelen em plantas de biocombustíveis para aviação; e R$ 4,5 bilhões da Atlas Agro, para a aceleração e a descarbonização da indústria de fertilizantes no país. Uma amostra de que motivos para investir no Brasil não faltam.

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