O anúncio ocorre após uma auditoria realizada no Brasil para avaliar os sistemas de controle da carne de aves e do mel. Em comunicado, a Comissão classificou os resultados da inspeção como “positivos”. (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de agro e macroeconomia
Publicado em 21 de outubro de 2026 às 17h45.
A Comissão Europeia, órgão da União Europeia, sinalizou nesta quarta-feira, 21, que pretende propor a retomada das importações de frango e mel do Brasil. A medida será votada pelos países do bloco em novembro, após uma auditoria com resultados considerados positivos. A carne bovina brasileira permanece fora da proposta.
A Comissão Europeia sinalizou nesta quarta-feira, 21, que pretende propor a retomada das importações de carne de frango e mel do Brasil pela União Europeia (UE). A proposta deve ser votada pelos países do bloco em novembro.
O anúncio ocorre após uma auditoria realizada no Brasil para avaliar os sistemas de controle da carne de aves e do mel. Em comunicado, a Comissão classificou os resultados da inspeção como “positivos”.
Em setembro, a UE oficializou a suspensão das importações de carne bovina, frango, mel, pescado, ovos e tripas do Brasil. A medida entrou em vigor em 3 de setembro de 2026 e poderia afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.
A restrição foi adotada porque o Brasil não comprovou, dentro do prazo, o cumprimento das novas exigências europeias para o controle de antimicrobianos na pecuária
O bloco permite o uso desses medicamentos para tratar infecções em animais, mas proíbe sua utilização para estimular o crescimento. Também veta o emprego, na criação animal, de antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em seres humanos.
Na avaliação da UE, o sistema brasileiro de fiscalização não oferece garantias suficientes de cumprimento dessas regras. O governo brasileiro contesta o entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, em linha com referências internacionais.
Durante a reunião, os representantes europeus discutiram o alcance da proposta, o sistema de segregação adotado pelo Brasil e os controles sobre prescrições veterinárias.
“A Comissão confirmou sua intenção de propor a reinclusão do Brasil na lista de produtos com essas duas commodities”, afirmou o órgão.
Mesmo com a sinalização, a retomada das exportações de frango e mel ainda depende da aprovação dos Estados-membros do bloco europeu.
A sinalização positiva, no entanto, não se estende à carne bovina brasileira. Segundo a Comissão Europeia, o Brasil ainda não demonstrou capacidade de certificar de maneira confiável o cumprimento das exigências relacionadas à vida útil dos produtos.
“Para produtos bovinos, o Brasil ainda não é capaz de certificar de forma confiável o cumprimento dos requisitos de vida útil, e a Comissão não pretende, no momento, propor a reinclusão dessa commodity na lista”, acrescentou a Comissão.
A proposta para retomar as importações de frango e mel do Brasil deve ser votada pelos países da União Europeia em novembro. A reabertura ainda depende da aprovação dos Estados-membros do bloco.
A União Europeia adotou a restrição porque, segundo o bloco, o Brasil não comprovou dentro do prazo o cumprimento das novas exigências para o controle de antimicrobianos na pecuária. O governo brasileiro contesta esse entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso desses medicamentos como promotores de crescimento.
A auditoria avaliou os sistemas brasileiros de controle da carne de aves e do mel. A Comissão Europeia classificou os resultados da inspeção como positivos.
Em setembro, a União Europeia oficializou a suspensão das importações de carne bovina, frango, mel, pescado, ovos e tripas do Brasil. A medida entrou em vigor em 3 de setembro de 2026 e poderia afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil ainda não demonstrou capacidade de certificar de forma confiável o cumprimento das exigências relacionadas à vida útil dos produtos bovinos. Por isso, o órgão não pretende propor neste momento a reinclusão da carne bovina na lista.