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Realocação da logística mundial é oportunidade de ouro para o Brasil, diz CEO da Rumo

No Porto de Santos, Abreu ressaltou que a Rumo e outras empresas que fazem parte da Fips — Ferrovia Interna do Porto de Santos, um modelo de associação — investirão quase R$ 1 bilhão

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Porto de Santos: Fips, associação de empresas nas ferrovias do porto, preveem investir quase R$ 1 bilhão em cinco anos (Germano Lüders/Exame)

Porto de Santos: Fips, associação de empresas nas ferrovias do porto, preveem investir quase R$ 1 bilhão em cinco anos (Germano Lüders/Exame)

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Carolina Riveira

Publicado em 29 de setembro de 2022 às, 13h00.

Última atualização em 29 de setembro de 2022 às, 13h20.

As mudanças nas cadeias globais de suprimento serão oportunidade para a logística e atração de investimentos em infraestrutura no Brasil, afirmou nesta quinta-feira, 29, o CEO da empresa de logística ferroviária Rumo (parte do grupo Cosan), João Alberto de Abreu. Abreu participou em painel do AgroForum, evento do BTG Pactual voltado ao setor do agronegócio.

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"O Brasil tem uma oportunidade em função do rearranjo geopolítico acontecendo no mundo", disse o executivo, citando a guerra entre Rússia e Ucrânia.

"Essa guerra vai trazer consequências, e o Brasil terá oportunidade de se posicionar de forma completamente diferente daqui para a frente", disse. "[haverá] Uma mudança completa de uma série de cadeia de suprimentos nas quais estamos inseridos."

Para aproveitar a janela de oportunidades, Abreu acredita que o Brasil precisa fazer da posição ambiental "um ativo". "O Brasil tem uma matriz energética maravilhosa, legislação ambiental que é a mais rígida entre países produtores — e isso não é um ponto negativo, é um ponto para monetizar, capitalizar", disse. Para ele, é o momento de "dobrar a aposta no agronegócio brasileiro."

No Porto de Santos, Abreu ressaltou que a Rumo e outras empresas que fazem parte da Fips — Ferrovia Interna do Porto de Santos, um modelo de associação das empresas que atuam no porto — investirão ao todo quase R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos.

Ele acredita que o modelo de associação, uma inovação para o setor, será um modelo para novas empreitadas no futuro. O modelo da Fips foi aprovado no plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) em julho. "[os investimentos] vão redesenhar completamente a malha do ponto de vista de eficiência e competitividade", disse Abreu. "Para permitir que tenhamos não só o maior porto do Hemisfério Sul, como também o mais eficiente."

Privatização das Docas do RJ e Pará

No mesmo painel, o ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, afirmou que a principal agenda do governo é avançar em privatizações no setor de infraestrutura, o que ele acredita ter potencial para destravar mais investimentos no setor.

Além do Porto de Santos, um dos destaques apontados pelo ministro é a qualificação para privatização da Companhia das Docas de Rio de Janeiro (CDRJ) e do Pará (CDP), que ocorreu na semana passada.

As companhias docas são responsáveis pela administração dos principais portos. O setor portuário responde por 97% de exportações e importações no Brasil, e ponto chave para a logística do agronegócio em meio ao aumento das exportações. "No setor público, a nossa agenda é a privatização das companhias docas, dos nossos portos públicos", disse o ministro.

Sampaio assumiu a pasta da Infraestrutura no governo federal após a saída do ex-ministro Tarcísio de Freitas, que concorre ao governo de São Paulo pelo Republicanos. Sampaio descreveu como positiva a atuação do governo no setor nos últimos quatro anos, disse que o país "está na rota certa" e ressaltou o lucro de R$ 188 bilhões das empresas controladas pela União em 2021.


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