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Funcionário da Casa Branca fez visitas a Coreia do Norte

Los Angeles Times revelou que alto funcionário foi enviado secretamente para tentar melhorar relações bilaterais


	O líder norte-coreano Kim Jong-un chegou ao poder em 2012
 (North Korean Tv/AFP)

O líder norte-coreano Kim Jong-un chegou ao poder em 2012 (North Korean Tv/AFP)

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Da Redação

24 de fevereiro de 2013, 10h59

São Paulo - Um alto funcionário da Casa Branca fez duas visitas secretas no ano passado a Coreia do Norte para tentar melhorar as relações bilaterais entre os dois países após a chegada ao poder de Kim Jong-un, informa o jornal Los Angeles Times.

O jornal, que cita fontes do governo que pediram anonimato, afirma que as visitas aconteceram em abril e agosto, com o objetivo de convencer o novo líder norte-coreano a flexibilizar sua política estrangeira.

Segundo o LA Times, um veterano funcionário da CIA, Sydney Seiler, que fala coreano com fluência e é responsável pela política coreana no Conselho de Segurança da ONU, estava nas duas viagens.

Vários políticos americanos já visitaram a Coreia do Norte, como a ex-secretária de Estado Madeleine Albright, durante a presidência do democrata Bill Clinton, que esteve no país asiático em 2000, recorda o jornal.

O último enviado especial de Washington que visitou a Coreia do Norte foi Stephen Bosworth, que tentou retomar as negociações sobre o programa nuclear de Pyongyang.

Neste domingo, agências de notícias nipônicas informaram que Japão e Estados Unidos escolheram a área de Kyoto para instalar um novo radar americano que permitiria contra-atacar qualquer ameaça de míssil da Coreia do Norte.

Um radar "X-band" está instalado no norte do país, na base Shakiri, de Tsugaru, para detectar mísseis balísticos e permitir que as forças americanas disparem mísseis de interceptação terra-ar ou mar-ar.