O que é o OnlyFans, rede social com 85 milhões de usuários

Plataforma em que criadores de conteúdo são pagos para postar ganha força e deve gerar US$ 400 milhões em vendas líquidas

A plataforma de conteúdo por assinatura OnlyFans é uma gigante que cresce a passos largos — e um tanto longe dos holofotes. Com a proposta de remunerar criadores de conteúdo de forma consistente, a rede funciona de forma diferente da maior parte das redes sociais. Sem aplicativos oficiais para Android ou iOS, toda a interação é feita pelo próprio site da companhia, o OnlyFans.com.

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Com a proposta de remunerar criadores de conteúdo de forma contínua, o OnlyFans oferece a possibilidade de fãs doarem gorjetas em posts de pessoas que acompanham ou, ainda, assinar (com um pagamento mensal, similar ao das plataformas de streaming) os canais pagos de artistas que gostariam de acompanhar.

Nesse caso, 80% da verba é destinada ao criador de conteúdo e 20% fica com a plataforma, para cobrir custos operacionais.

À primeira vista, o porcentual pode parecer irrisório, porém, considerado o volume de usuários, a história muda de figura. De acordo com informações da Bloomberg, o OnlyFans tem 85 milhões de usuários, 1 milhão de criadores de conteúdo e vai gerar mais de US$ 2 bilhões em vendas neste ano — o que dá um total de US$ 400 milhões em vendas líquidas e supera outras plataformas de apoio a criadores de conteúdo, como o Patreon.

A plataforma ganha espaço principalmente entre modelos, influenciadores e artistas. Alguns exemplos de conteúdo postado recentemente incluem vídeos de bastidores da sessão de fotos da cantora Cardi B para a revista Elle e da gravação do clipe de sua música “WAP” – que geraram quase US$ 1000 dólares em gorjetas, ainda segundo a Bloomberg.

Em entrevista ao veículo, Tim Stokely, fundador e CEO da companhia fundada em 2016, afirmou que a entrada da cantora para a plataforma e o rap de Beyoncé sobre o OnlyFans ajudaram a rede social a crescer de forma acelerada.

Polêmicas

Uma das principais polêmicas do OnlyFans é a exibição de conteúdo pornográfico — usualmente banido de outras redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. A dinâmica para a exibição do conteúdo é a mesma: pessoas interessadas em produzir esse tipo de contéudo sobem os vídeos na plataforma e os fãs assinam o feed para ter acesso a ele.

O potencial de arrecadar dinheiro depende de cada influenciador. A atriz Bella Thorne, por exemplo, arrecadou mais de 11 milhões de reais com conteúdo adulto dentro da plataforma. Depois da divulgação do conteúdo, a atriz se desculpou publicamente.

Há poucos dias, a influenciadora Gabi DeMartino, que tem 3 milhões de fãs no Youtube e 4 milhões no Instagram foi acusada por tabloides norte-americanos como o Daily Mail de vender pornografia infantil dentro da plataforma. As matérias de denúncia têm como base um vídeo da jovem quando criança, em que estava sem roupas, e que cobrava uma assinatura de US$ 3 para que seus fãs pudessem visualizar.

Com a repercussão do caso, a plataforma decidiu desativar a conta da influenciadora alegando a violação de seus termos de serviço.

Em relação ao potencial de as informações vazarem, a plataforma oferece os seguintes mecanismos, até o momento: um e-mail para denúncias, além de reforçar que é proibido reproduzir, distribuir, baixar, vender qualquer material do site.

Planos para o futuro

Enquanto isso, a plataforma continua crescendo. Sediada em Londres, planeja abrir escritórios na Ásia e na América Latina. Segundo o CEO, a companhia também planeja criar um novo serviço de streaming online chamado OFTV, que vai exibir séries criadas pelos criadores de conteúdo e deve incluir entrevistas com influenciadores populares no OnlyFans.

Para Stokely, o estigma de “plataforma de conteúdo adulto” deve ser derrubado em breve. Ainda segundo as informações enviadas à Bloomberg, o executivo ressalta a diversidade da comunidade de influenciadores e quer reforçar, cada vez mais, que todos são bem-vindos dentro da plataforma, citando nichos como Beleza, Moda, Games e Fitness.

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