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Mortes por diabetes alcançam novo recorde em Nova York

A comunidade negra é a mais afetada, com 116 mortes por 100 mil habitantes


	Nova York: seiscentos e cinquenta mil adultos nova-iorquinos tinham diabetes tipo 2 em 2011, um aumento de 200 mil pessoas com relação a 2002.
 (Getty Images)

Nova York: seiscentos e cinquenta mil adultos nova-iorquinos tinham diabetes tipo 2 em 2011, um aumento de 200 mil pessoas com relação a 2002. (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 10 de junho de 2013 às 17h04.

Nova York - As mortes vinculadas ao diabetes estavam em ascensão na cidade de Nova York, e atingiram em 2011 um recorde de 5.695 pessoas, com um percentual que quase dobrou em 20 anos, segundo dados divulgados pela prefeitura nesta segunda-feira.

"Uma pessoa morre a cada 90 minutos em Nova York de causas vinculadas ao diabetes, com um número de mortos de 16 por dia na cidade", destacou em um comunicado a administração do prefeito Michael Bloomberg, que intensificou recentemente a luta contra a doença.

Segundo números da prefeitura, embora o número de mortos em Nova York continue caindo, as mortes relacionadas com o diabetes permanecem aumentando.

"Desde 1990, o percentual de mortes na cidade de Nova York vinculadas ao diabetes quase dobrou, de 6% em 1990 para 10,8% em 2011", afirmou.

A comunidade negra é a mais afetada, com 116 mortes por 100 mil habitantes, seguida da hispânica (81/100.000). Entre os brancos não-latinos esse registro é de 45 por 100.000 pessoas.

Seiscentos e cinquenta mil adultos nova-iorquinos tinham diabetes tipo 2 em 2011, um aumento de 200 mil pessoas com relação a 2002.

No âmbito de sua luta contra o problema, o prefeito Bloomberg anunciou em 2012 a restrição à venda de refrigerantes de 470 mililitros nas lanchonetes de 'fast food' e em outros locais de Nova York.

No entanto, a medida não entrou em vigor, depois de ter sido bloqueada em março passado por um juiz que a classificou de "arbitrária".

O número de pessoas adultas que sofrem de diabetes explodiu nos Estados Unidos desde 1995, com um aumento de cerca de 50% dos casos em 42 estados e de por volta de 100% em outros 18, segundo estatísticas federais publicadas no ano passado.

Os estados que tiveram os maiores aumentos foram Oklahoma (226%), Geórgia (145%) e Alabama (140%), todos no sul do país.

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