ison (NASA/SDO)
Da Redação
Publicado em 11 de dezembro de 2013 às 12h48.
A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma imagem que mostra onde o cometa Ison teoricamente deveria aparecer se sobrevivesse após a passagem pelo Sol. A cruz aponta na fotografia onde o cometa ou seus fragmentos deveriam aparecer em 28 de novembro.
Cometas são corpos rochosos de pó e gelo. Alguns deles, como Ison, surgem do exterior do Sistema Solar, a partir de uma zona chamada de Nuvem de Oort. Segundo cientistas da Nasa, o cometa Ison, de 4,5 bilhões de anos, não sobreviveu à passagem pelo Sol. O que restou do cometa do século é apenas uma nuvem de detritos, mas sem núcleo.
A morte do cometa durante a passagem pelo Sol era esperada por vários especialistas. Mas um rastro visto logo em seguida, do outro lado da estrela, deixou muita gente empolgada com a suposta sobrevivência do Ison. Agora, C Alex Young, cientista da Nasa, afirmou à AFP que não restam dúvidas de que o cometa está morto.
Ison tinha um diâmetro de cinco quilômetros, sendo composto principalmente de gelo, gases congelados e poeira. Antes de chegar perto da nossa estrela, o objeto celeste passou muito perto da Terra. Depois, atingiu o periélio, o ponto de sua trajetória mais próximo do Sol. A distância foi de apenas 1,2 milhão de quilômetros e passou por uma temperatura de quase 3 mil graus centígrados.
Muitos cientistas consideraram que o comportamento do cometa seria imprevisível. Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi apelidado de "cometa do século" após previsões indicarem que ele poderia aparecer tão grande e brilhante como a Lua Cheia quando visto da Terra.