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Estudo descarta que vacina anti-HPV estimule sexo de risco

A vacina não leva os adolescentes a adotar comportamentos sexuais precoces ou arriscados, nem eleva taxas de DSTs, asseguram cientistas


	Vacina contra o HPV: criação da primeira vacina contra o HPV provocou alerta entre alguns pais, pediatras e legisladores
 (Joe Raedle/AFP)

Vacina contra o HPV: criação da primeira vacina contra o HPV provocou alerta entre alguns pais, pediatras e legisladores (Joe Raedle/AFP)

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Da Redação

Publicado em 9 de fevereiro de 2015 às 22h15.

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Apesar das preocupações de alguns pais, a vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) não leva os adolescentes a adotar comportamentos sexuais precoces ou arriscados, nem eleva as taxas de doenças sexualmente transmissíveis, asseguram cientistas nesta segunda-feira.

A pesquisa foi feita entre 2005 e 2010 com 21.000 adolescentes que foram vacinadas e 186.000 que não receberam a vacina. As jovens dos grupos tinham entre 12 e 18 anos e viviam na mesma região dos Estados Unidos, detalhou o estudo publicado na revista especializada da Associação Médica Americana (JAMA).

Foi medida trimestralmente a taxa de doenças sexualmente transmissível (DSTs) antes e depois da vacina. A taxa aumentou nos dois grupos no mesmo ritmo e permaneceu quase idêntica à medida que as meninas cresciam.

Os cientistas determinaram que o comportamento sexual das adolescentes vacinadas não mudou por causa da vacina.

"Se o fato de vacinar estas jovens contra o HPV causasse um aumento de atividades sexuais arriscadas, teríamos observado um aumento forte das taxas de infecções sexualmente transmitidas (...), e não foi o caso", explicou Seth Seabury, da Universidade do Sul da Califórnia e principal coautor do estudo, financiado pelos Institutos Americanos da Saúde (NIH).

A criação, em 2006, da primeira vacina contra o HPV (Gerdasil, do laboratório americano Merck) provocou alerta entre alguns pais, pediatras e legisladores nos Estados Unidos.

Segundo os críticos, vacinar adolescentes incentivaria atividades sexuais precoces e arriscadas e alguns estados do país se opuseram a implementar um programa de vacinação obrigatória.

Atualmente, as autoridades de saúde recomendam que se vacinem meninos e meninas pré-adolescentes para prevenir o HPV, que dificilmente é detectado, mas pode causar câncer no colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.

No entanto, só 38% das meninas e jovens de 13 a 17 anos nos Estados Unidos receberam as três doses recomendadas em 2013. O número de meninos vacinados é ainda menor, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças.

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