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Dilma participa da maior feira de tecnologia do mundo

Uma pesquisa realizada pela empresa Bitkom revelou que a grande maioria das empresas apresenta vazios em segurança informática

'Como parte da luta contra a pobreza procuramos abrir um acesso geral a essas tecnologias', disse a presidente (Sean Gallup/Getty Images)

'Como parte da luta contra a pobreza procuramos abrir um acesso geral a essas tecnologias', disse a presidente (Sean Gallup/Getty Images)

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Rodrigo Zuleta

6 de março de 2012, 08h04

Hannover - A CeBIT de Hannover, considerada a maior feira de tecnologia e comunicação do mundo, foi inaugurada nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff e pela chanceler alemã, Angela Merkel, oscilando entre a confiança nas perspectivas econômicas do setor e a preocupação com a segurança.

De fato, a segurança informática foi escolhida como o tema central da edição deste ano do evento já que existe a convicção que o aumento da confiança dos usuários potencializaria o crescimento de forma exponencial.

'As empresas que recorrem à internet precisam estar seguras do que vai acontecer com seus dados, por isso a confiança é fundamental', disse Merkel em seu discurso inaugural.

Um dos motores de crescimento do setor é a chamada 'informática na nuvem' através da qual empresas e empregados particulares podem reduzir sua infraestrutura para cobrir suas necessidades diretamente da rede.

Os provedores de serviços de armazenamento de dados na nuvem virtual esperam que nos próximos três anos o faturamento cresça em uma média de 37% por ano para chegar em 2015 aos US$ 18,5 bilhões.

No entanto, nessa evolução há um obstáculo que é o problema de confiança em muitos usuários que duvidam em pôr seus dados em um espaço virtual sem estarem plenamente convencidos da segurança deste ambiente.

Uma pesquisa realizada pela empresa Bitkom revelou que a grande maioria das empresas apresenta vazios em segurança informática e que em algumas não existe a sensibilidade necessária sobre a proteção de dados.

No setor de telecomunicações e no informático, especialmente, 95% das empresas têm desenvolvidos planos de emergência para enfrentar problemas de segurança. Porém, em outros setores, apenas 46% das empresas estão preparadas para reagir a situações desse tipo.


Segundo disse o presidente da Bitkom, Dieter Kemp, em seu discurso na CeBIT, a demanda por produtos informáticos crescerá 4% em 2012.

Como convidado especial, o Brasil representa para a CeBIT um dos mercados mais promissores para o setor informático, tanto por seus números atuais como por seu potencial de crescimento.

De acordo com a empresa de consultoria Germany Trade & Invest no Brasil há atualmente 46 milhões de usuários ativos de internet, sendo que 60% deles são menores de 35 anos.

O potencial de crescimento fica ainda mais claro quando se pensa que a abertura do acesso à internet da maioria dos 192 milhões de habitantes do país, sobretudo os das classes menos favorecidas, é algo que está apenas começando.

Este último fator foi definido hoje por Dilma em seu discurso na CeBIT como uma das chaves da política de inclusão social de seu governo.

'A tecnologia informática mudou radicalmente a forma de comunicar-nos, as possibilidades de formação abriram muitos horizontes. Essa bênção não pode ser privilégio de poucos e reforçar as diferenças que já existem', disse a presidente.

'Como parte da luta contra a pobreza procuramos abrir um acesso geral a essas tecnologias', acrescentou.

Além disso, para os próximos anos se espera uma modernização das conexões de internet e de toda a infraestrutura informática visando à Copa do Mundo de 2014 e às Olimpíadas de 2016.

Também durante a abertura do CeBIT o presidente do Conselho de Administração do Google, Eric Schmidt, relegou o tema econômico para segundo plano e preferiu invocar uma utopia na qual, graças à democratização da informação através da rede, 'todos seremos mais iguais'.