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Qualcomm: Produção de processadores volta ao normal no fim do ano

A falta de processadores pode atrasar o cronograma de lançamentos de fabricantes de todos os tipos, de smartphones a carros

 (Germano Lüders/Exame)

(Germano Lüders/Exame)

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Lucas Agrela

19 de março de 2021, 11h06

O brasileiro Cristiano Amon, eleito CEO mundial da Qualcomm, acredita que a atual falta de processadores irá terminar no fim deste ano, quando oferta e demanda estarão novamente equilibradas.

Em entrevista para a emissora americana Bloomberg, Amon afirmou que não há uma única indústria que esteja livre da falta de semicondutores. "Isso aconteceu devido à aceleração de diferentes tendências durante a pandemia", afirmou o CEO.

Um dos aparelhos que não deve ganhar uma nova versão em 2021 é o Galaxy Note, smartphone mais importante do catálogo de produtos da Samsung para o segundo semestre, quando é lançada a nova versão do iPhone.

No mundo cada vez mais conectado, Amon diz acreditar que a demanda por semicondutores continuará sendo alta em 2022 e também nos próximos anos - dando a entender que a oferta não deverá superar a demanda tão cedo.

Do bolso para o carro

Na entrevista, Amon também falou sobre presente e futuro das relações comerciais da Qualcomm. Para ele, a empresa tem espaço para crescer nos Estados Unidos e na China, atendendo à demanda por digitalização, que seguirá forte nos próximos anos.

Como nova principal frente de negócios além dos smartphones, Amon aponta a indústria automotiva. Para o CEO, o carro está se tornando um computador com rodas. Por isso, a companhia possui uma divisão dedicada ao setor de automóveis.

Outra indústria com grande potencial apontada na entrevista foi a de Internet das Coisas em empresas que realizam processos de transformação digital.