Credicard quer saber o que os clientes querem no novo cartão de crédito

Credicard Beta não cobra anuidade e permite pagamento por aproximação. Objetivo é estreitar relacionamento com correntistas, assim como fizeram as fintechs

A Credicard quer ouvir os clientes para lançar um cartão de crédito que atenda aos seus anseios. Esse será o primeiro produto desenvolvido na nova plataforma tecnológica do grupo Itaú que demorou dois anos para ser concluída. Chamado de Credicard Beta, o cartão já nasce com algumas características do seu antecessor, o Credicard Zero, que também não cobra anuidade e tem a tecnologia de pagamento por aproximação (NFC na sigla em inglês) embarcada. “Em cinco minutos, o cliente pode ser aprovado e receber a versão virtual do cartão”, explica Rubens Fogli, diretor do Itaú Unibanco.

As sugestões e reclamações são feitas na comunidade Beta que fica dentro do aplicativo do cartão, que até então estava em fase de testes e será aberto a clientes em junho. É dali que saem ideias como ter dois cartões em um – um para compras recorrentes online, como aplicativos de entrega e de transporte, e um para compra únicas pela internet que expiram em 24 horas. “Outra sugestão que recebemos foi de embarcar o cartão em carteiras digitais de modo a permitir fazer compras em pontos físicos. É uma mudança de paradigma: pode ser que algumas pessoas prefiram nem receber o cartão de plástico”, diz.

Inclusive, o cartão de plástico pode causar estranhamento à primeira vista. É que diferentemente dos demais ele não tem números inscritos nem na frente nem no verso. Isso faz com que o usuário tenha que usar os cartões virtuais na internet. “Isso deve reduzir o número de fraudes”, afirma o executivo.

A princípio, a expectativa é que o produto tenha maior aceitação entre os jovens, que costumam se identificar mais com a proposta de cocriação. Mas não apenas. “É um fórum aberto, não tem tema tabu.” Nem mesmo sobre cobrança de juros? Fogli diz que não, que o Itaú está aberto para conversar sobre esse e demais assuntos. “Não podemos nos fechar para essas discussões, não é a mesma cabeça do passado”, acrescenta.

Faz sentido. Nos últimos anos, as fintechs ganharam fatia de mercado com lema de transparência e inovação. “A concorrência nos provoca”, diz Fogli. Agora, a expectativa é que os clientes também.

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