Conheça o balneário uruguaio ideal para viajar na baixa temporada

Em vez das praias disputadas durante o verão, Punta del Este se reinventa para atrair adeptos do slow travel na baixa temporada
Punta del Este: cassino na cidade e bucólicos hotéis de experiência (Elojotorpe/Divulgação)
Punta del Este: cassino na cidade e bucólicos hotéis de experiência (Elojotorpe/Divulgação)
Por Matheus Doliveira, de Punta del EstePublicado em 14/04/2022 05:35 | Última atualização em 13/04/2022 22:01Tempo de Leitura: 3 min de leitura

A cena é clássica e se repete todos os anos. De dezembro a março, quando os termômetros instalados nas ruas de um dos balneários mais luxuosos da América do Sul chegam a marcar 30 graus Celsius, Punta del Este ferve. Na alta temporada, a cidade localizada a 130 quilômetros da capital uruguaia Montevidéu facilmente recebe mais de 1 milhão de turistas de todo o mundo, especialmente da Argentina e do Brasil. Pode não parecer muito, a não ser que você considere que Punta del Este tem menos de 20.000 habitantes e que no próprio Uruguai a população não passa de 4 milhões de pessoas.

À medida que as temperaturas baixam com a chegada do outono, os visitantes desaparecem. Mas é uma chance de aproveitar a região com mais tranquilidade. No lugar da disputa pelos guarda-sóis e das filas para entrar nas atrações mais famosas, a gastronomia, os vinhos e as experiências slow travel se destacam. Um exemplo de atração conhecida, mas que vale sempre revisitar, é a Casapueblo, do artista uruguaio Carlos Páez Vilaró, em Punta Ballena, que abriga um museu e uma galeria de arte com suas obras.

Algumas coisas não mudam. Continua quase obrigatória uma visita à Bodega Garzón, reconhecida por seus vinhos cheios de personalidade da variedade tannat e pela qualidade dos azeites de oliva extravirgens. O restaurante homônimo é comandado pelo chef argentino Francis Mallmann. Para o prato principal, um dos carros-chefe é o cordeiro assado com gremolata com batata-doce na chapa e salada de aipo com avelãs. O menu com entrada, prato principal e sobremesa custa 3.200 pesos uruguaios, cerca de 362 reais.

Para além das vinícolas e dos restaurantes incensados, os hotéis da região focam cada vez mais as experiências. É o caso da rede Vik Retreats, que no Uruguai possui três empreendimentos em José Inácio. No Playa Vik (aberto de novembro a maio; diária de 1.080 dólares), as instalações são mais intimistas e exclusivas. A poucos metros do mar, os hóspedes são instigados a interagir, a participar de jantares temáticos, rodas de conversa em volta de fogueiras e até mesmo a comer na mesma mesa e a dividir pratos.

Perto dali, entre as dunas de areia, fica o Bahia Vik (aberto de novembro a julho; diária de 400 dólares), de ares mais joviais e focado em bem-estar. O destaque fica para as quatro piscinas e as atividades de relaxamento, como ioga, meditação e spa. Fora da alta temporada, a aposta do grupo que também atua no Chile e em Milão, na Itália, é a Estância Vik (aberta de novembro a julho; diária de 500 dólares), uma luxuosa fazenda onde os hóspedes podem jogar golfe, praticar polo, cavalgar e fazer passeios de bicicleta.

Se a ideia é preencher o tempo livre com mais agitação, também há opções. O Enjoy Punta del Este, no antigo ­Conrad, bem no centro da cidade, tem como atração principal um imenso cassino que funciona 24 horas e não fica devendo nada para Las Vegas. Na baixa temporada, o pacote com quatro diárias sai por 574 dólares. A cidade estará certamente mais vazia. Mas lá dentro você nem vai perceber.