Empreendedora aposta em amor por sapatos e deve faturar R$ 40 mi em 2022

A rede de franquias Milli conta atualmente com receitas de 36 milhões de reais
 (Divulgação/Divulgação)
(Divulgação/Divulgação)
Por Mariana DesidérioPublicado em 23/03/2022 15:00 | Última atualização em 22/03/2022 21:51Tempo de Leitura: 2 min de leitura

A crise de 2015 atingiu em cheio a família da fonoaudióloga Renata Marcolino. Ela trabalhava em dois empregos. O marido dela tinha uma loja de material de escritório em São Paulo. A recessão derrubou o movimento da loja e as finanças da família ruíram. A saída para Marcolino foi vender sapatilhas, seu tipo de calçado preferido. Os acessórios foram a base para a Milli, uma rede de franquias atualmente com receitas de 36 milhões de reais. “Sempre foi difícil encontrar boas sapatilhas com preço justo”, diz ela. No início, faltava dinheiro para abrir uma loja. Daí, Marcolino passou a revender de porta em porta os calçados comprados por ela em lojas de atacado. O negócio deixou de ser um bico quando uma vizinha se ofereceu para ser revendedora. Em questão de meses, a Milli já tinha 13 revendedoras e, com isso, teve fôlego para abrir a primeira unidade na zona leste de São Paulo.

Quer investir na bolsa e não sabe como? Aprenda tudo com a EXAME Academy

Com a expansão, as lojas de atacado deixaram de dar conta da demanda. Por causa disso, a empreendedora fechou parcerias diretamente com as fabricantes de calçados e, hoje em dia, tem uma equipe de design focada em sapatilhas de baixo custo. Pouco tempo depois, a empreendedora passou a ser procurada por pessoas da família, além de alguns desconhecidos, interessados em apostar de alguma maneira no modelo de negócios da Milli. A ideia vingou e, em 2016, a Milli virou uma marca franqueadora. 

Hoje, são mais de 40 unidades espalhadas pelo país, geralmente em áreas pouco ou nada atendidas por concorrentes. Além disso, a marca tem 40.000 revendedoras cadastradas. Em 2022, a expectativa é abrir 12 lojas e faturar 40 milhões de reais. Para Marcolino, a receita para um negócio aberto em meio a dificuldades financeiras é pensar grande desde o início. “Acreditar é fundamental”, diz ela. “Buscar alternativas para alcançar mais pessoas, também.”  


(Publicidade/Divulgação)