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O Brasil, infelizmente, não costuma liderar muitos rankings, mas tem se destacado em um tema importante: a velocidade da internet móvel. Um estudo da consultoria Opensignal mostra que o Brasil tem a terceira melhor velocidade média de 5G no mundo, com 346,4 Mbps para download. O país está mais rápido do que várias nações desenvolvidas, como os Estados Unidos (138 Mbps) e a Alemanha (143 Mbps).

A tecnologia 5G foi lançada em 2019 e chegou ao Brasil em 2022. A alta velocidade aqui foi facilitada porque o governo reservou um espectro amplo de frequências — o espaço reservado para a transmissão de dados pelo ar — para o 5G. “Os Estados Unidos começaram [a implantar o 5G] anos antes, mas tiveram muita dificuldade porque não tinham espectro disponível e agora apanham para conseguir velocidade maior”, diz Eduardo Tude, da consultoria Teleco. “Há também concorrência selvagem entre as operadoras pela melhor velocidade”, afirma Gustavo Borges, superintendente de controle de obrigações da Anatel.

Em um ano, o serviço já chegou a 184 cidades do Brasil, que soma 9.481 estações, número cinco vezes maior que o previsto pelo edital para essa etapa. “Em 2025, o total de antenas deve triplicar em relação ao que se exige hoje. Até 2029, a rede deve cobrir todos os municípios do país”, aponta Borges. O aumento das antenas 5G ajudará a evitar que os usuários fiquem em parte do tempo com sinal 4G, geralmente 90% mais lento. Dados da Opensignal mostram que o Brasil ainda está atrás nesse índice: os usuários costumam ter disponibilidade da conexão 5G em 8,3% do tempo conectados. (Veja mais dados no quadro.)

Em banda larga fixa, o Brasil está pior: tem velocidade média de 131,9 Mbps, a 30a mais rápida, segundo a consultoria Ookla. Em janeiro, porém, o índice era de 100 Mbps. O avanço nos últimos anos se deve a uma abertura do mercado: antes, a conexão fixa só era oferecida por grandes operadoras, que tinham de investir em outros serviços pouco rentáveis. “Hoje, temos 15.000 empresas de pequeno porte. Elas tiveram tanto sucesso que agora metade dos assinantes [de banda larga] do país usa serviços delas”, diz Borges.

José Ruppenthal, diretor de telecom na Kyndryl, afirma que o aumento da velocidade também depende de os brasileiros trocarem os dispositivos. “Às vezes o cliente tem um plano de 300 mega, mas o celular ou os equipamentos dele não são compatíveis”, diz. Ele estima que a velocidade da banda larga fixa no Brasil possa chegar a 180 Mbps no ano que vem, conforme as redes forem melhoradas; e os aparelhos, trocados. Para o Brasil avançar nas disputas globais de velocidade de internet, a mudança literalmente precisa começar dentro de casa.


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