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Carta de EXAME | Por que a diversidade importa

Estudos mostram que empresas que valorizam a diversidade — de gênero, raça, orientação sexual, idade e outras — tendem a ser mais inovadoras e lucram mais

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Os repórteres Renata Vieira, Vanessa Barbosa, Murilo Bomfim e Marina Filippe: paixão e competência a serviço de nossos leitores (Germano Lüders/Exame)

Os repórteres Renata Vieira, Vanessa Barbosa, Murilo Bomfim e Marina Filippe: paixão e competência a serviço de nossos leitores (Germano Lüders/Exame)

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Redação Exame

Publicado em 28 de março de 2019 às, 05h18.

Última atualização em 25 de julho de 2019 às, 16h25.

O Brasil é conhecido como um dos países com mais diversidade no mundo, resultado da mistura de várias culturas e etnias que, ao longo da história, contribuíram para sua formação — os índios, os portugueses, os negros, os imigrantes oriundos de várias regiões. Essa diversidade é uma das maiores riquezas do país — um ativo que, infelizmente, ainda é subaproveitado. No mundo ideal, as empresas são reflexo da sociedade da qual fazem parte. Nesse aspecto, há muito o que melhorar. Segundo o IBGE, as mulheres, que são metade da população, ocupam 39% dos cargos de liderança nas empresas, ante 61% dos homens. Apesar de elas terem mais estudo do que os homens (são maioria nos cursos superiores), ganham 24% menos. As pessoas que se declaram pretas ou pardas, majoritárias no Brasil (55% do total), ocupam 27% dos cargos de chefia. Os brancos são 71%.

E por que esses dados são relevantes? Não se trata apenas de promover a justiça social. Vários estudos mostram que as empresas que valorizam a diversidade — de gênero, raça, orientação sexual, idade e outras — em seu quadro de funcionários tendem a ser mais criativas, inovadoras e lucram mais. Essa é uma percepção ainda recente, tanto no Brasil como lá fora, o que motivou EXAME a lançar a primeira edição de seu Guia de Diversidade, uma iniciativa em conjunto com o Instituto Ethos e seus parceiros. O guia traz 36 empresas de 13 setores com as melhores práticas em quatro pilares da diversidade: mulheres, negros, pessoas com deficiência e LGBTI+. Este primeiro levantamento mostra que as empresas brasileiras têm um longo caminho a percorrer: nenhuma das 109 inscritas obteve pontuação acima da média nos quatro pilares analisados. Ainda assim, há várias iniciativas que mostram as empresas no rumo certo.

Com este guia, a expectativa de EXAME é contribuir para o debate de um tema fundamental para as empresas e para o país, da mesma maneira que fez ao criar o Guia de Sustentabilidade, que nasceu em 2000 com o nome Guia de Boa Cidadania Corporativa. O objetivo dessa publicação, pioneira no Brasil e no mundo, era avaliar as melhores práticas de responsabilidade social das companhias. Em 2007, a publicação ampliou o foco — passou a analisar as empresas nas dimensões econômica, social e ambiental — e se tornou o Guia de Sustentabilidade, maior levantamento sobre o tema no país. No ano passado, cerca de 200 empresas se inscreveram no Guia de Sustentabilidade, que escolheu as companhias mais sustentáveis em 19 setores.

Ambos os guias — Sustentabilidade e Diversidade — são fruto do trabalho de uma jovem equipe de jornalistas apaixonados pelos temas e comprometidos com a qualidade do que fazem. Uma menção especial à repórter Marina Filippe, que realizou com muita competência as reportagens desta edição de estreia do Guia de Diversidade. O resultado de seu esforço e de toda a equipe pode ser conferido nas próximas páginas.

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