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“Fui muito criticado por fazer vinho na Campanha Gaúcha e no Vale do São Francisco.” A frase de Adriano Miolo, diretor superintendente da Miolo Wine Group, resume bem como era o mercado brasileiro de vinhos quando se falava na elaboração de rótulos em regiões fora do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, no início dos anos 2000.

Mais de 20 anos depois, não só as duas regiões como também o Sudeste e o Centro-Oeste brasileiro se destacam com bebidas de alta qualidade, atraem visitantes em busca de enoturismo e aparecem em premiações e avaliações internacionais.

Pela primeira vez em mais de três décadas a Avaliação Nacional dos Vinhos, organizada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), teve 503 amostras de vinícolas de sete estados brasileiros, a maior participação da história.

Entre os melhores vinhos estavam o Syrah Monumental 1960, da Vinícola Brasília, produzido na capital federal, e outros rótulos da Campanha Gaúcha. “A região já surgiu para a produção de uvas finas, com vinhos de potencial de guarda e elaboração de grandes rótulos”, resume Ricardo Morari, presidente da ABE.

No caso do Sudeste, um dos grandes responsáveis pela melhora na qualidade dos vinhos foi o pesquisador Murilo Regina, então da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Ele desenvolveu uma técnica de “poda invertida” que revolucionou os vinhos elaborados, em especial na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, com climas não tão propícios ao cultivo de uvas. A poda acontece justamente quando a planta começa a produzir as uvas, com ajuda de irrigação e hormônios. Isso faz com que a planta “durma” no verão e produza durante o outono e o inverno.

A técnica fez com que a qualidade dos vinhos aumentasse consideravelmente. “Sempre olhamos para outras regiões onde podemos investir, e o Sudeste tem bastante potencial. Hoje, apenas 10% da produção da Miolo é no Vale dos Vinhedos”, pontua Adriano Miolo. 

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