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Conheça os melhores fundos multimercado long short em 2021

Solana Capital foi a vencedora dessa categoria do Melhores do Mercado, da EXAME; leia o depoimento dos gestores à frente dos 3 fundos premiados
Cláudio Delbrueck (à direita) e equipe da Solana Capital: gestora soube acertar o momento de alta e desaceleração da mineração e de pressão no setor de energia (Leandro Fonseca/Exame)
Cláudio Delbrueck (à direita) e equipe da Solana Capital: gestora soube acertar o momento de alta e desaceleração da mineração e de pressão no setor de energia (Leandro Fonseca/Exame)
Por Beatriz QuesadaGuilherme Guilherme, Marília Almeida
Publicado em 23/03/2022 às 15:00.

A Solana Capital foi a vencedora da categoria Fundos Multimercado - Long Short & Equity Hedge na premiação Melhores de Mercado da EXAME, relativa ao ranking mais tradicional da indústria de fundos de investimento do país. A gestora foi premiada com o fundo Solana Long Short FIC FIM de acordo com a metodologia definida pela EXAME com a ajuda de especialistas do mercado de capitais. Na segunda colocação ficou o fundo Moat Capital Equity Hedge, da Moat Capital; seguida do Navi Long Short FIC FIM, da Navi.

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Veja abaixo os depoimentos em primeira pessoa dos gestores à frente dos três fundos premiados da categoria, em que eles contam as estratégias e as decisões de alocação tomadas em 2020 e 2021, além da visão para o ano de 2022:

1º Cláudio Delbrueck, sócio-fundador e gestor da Solana Capital 

“O market timing foi fundamental em 2021. Acertamos o bom momento do setor de mineração e siderurgia no primeiro semestre e conseguimos identificar a desaceleração da economia chinesa, que resultou em um ambiente desfavorável para o setor ao longo do segundo semestre. Além disso, ganhamos com estratégias fundamentalistas, como Direcional x Tenda e Méliuz x Boa Vista. Estamos constantemente revendo nossas posições à luz das notícias que afetam as empresas. Nosso processo leva em consideração tanto o cenário macroeconômico internacional como o doméstico e, principalmente, a dinâmica microeconômica das empresas e dos setores investidos. Nós já vínhamos posicionados no setor de energia por entendermos que a busca global por uma matriz energética mais limpa resultou em queda nos investimentos [e no crédito] para a indústria petrolífera. Mas a transição para a energia limpa deve levar anos [senão décadas]. Nesse período, o preço do barril de petróleo deve permanecer elevado em razão da demanda face à oferta mais restrita. Continuamos acreditando que essa indústria apresenta boa oportunidade de investimento no médio e no longo prazo.”

2º Cassio Bruno, sócio e gestor da Moat Capital 

“Tivemos um bom retorno no último ano, mas o principal objetivo é entregar consistência ao cotista, com ganhos em intervalos maiores de tempo. Para conseguir esse resultado, aplicamos uma estratégia de altíssima diversificação, com long & short de ação contra ação. Nosso maior risco ocorre em posições intrassetoriais, com compra e venda de papéis do mesmo setor. Operamos 160 pares no último ano e acertamos a maioria deles: o sucesso da estratégia está justamente em quantos pares trazem retorno, e não no tamanho de cada posição na carteira. O regulamento do fundo prevê um máximo de 6% de participação para cada ação no portfólio, mas costumamos trabalhar em torno de 1% a 2%. É algo que deixa o produto bastante descorrelacionado tanto do Ibovespa quanto dos concorrentes. Em 2021, tivemos muito retorno com o que chamamos de ‘short bolha’, apostando contra ações que consideramos estarem muito valorizadas. Para este ano, vemos muita oportunidade na bolsa brasileira, que estará bem melhor que a americana pelo momento de aperto da política monetária: enquanto, por aqui, o ciclo está terminando, nos Estados Unidos mal começou.”

3º Felipe Campos, sócio, CEO e co-CIO de renda variável da Navi Capital

“Nós apostamos em teses bem independentes entre si, o que leva à consistência da estratégia. Evitamos apostar em temas: somos mais matemáticos e calculamos risco e retorno de cada papel. Geralmente nenhum setor passa de 20% do portfólio. Uma das posições mais importantes é na Petrobras. Vemos uma assimetria de valor grande na ação, sem nos preo­cuparmos com a discussão sobre eleição e se haverá ou não subsídios. Entramos em IPOs ao longo do período de análise, mas de forma seletiva. Nós gostamos de estar próximos da empresa por mais tempo. Em resumo, não alteramos posições de forma relevante nos últimos dois anos. Olhamos os papéis em uma janela de dois a três anos. Portanto, os nomes mudam menos do que os pesos de cada papel na carteira, que variam constantemente. Por outro lado, redobramos nosso cuidado com a carteira passiva do fundo. Não fazemos pares de operações: diluímos o risco por meio da diversificação de ativo e passivo, em que carregamos índice e cestas de ações com posições vendidas.”  

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