Revista Exame

MELHORES E MAIORES 50 anos: Ambev é destaque histórico com inovação e ambição global

Cervejaria transformou o mercado brasileiro e deu origem ao gigante que lidera o mercado global

Ambev: capacidade de lidar com a volatilidade é uma marca da companhia (Heudes Regis/Exame)

Ambev: capacidade de lidar com a volatilidade é uma marca da companhia (Heudes Regis/Exame)

Lucas Amorim
Lucas Amorim

Diretor de redação da Exame

Publicado em 14 de setembro de 2023 às 06h00.

Última atualização em 14 de setembro de 2023 às 06h53.

Priorizar nos meus resultados Google

A Ambev é uma cervejaria que tem pessoas como ponto central de sua estratégia. Esse é um dos ingredientes de seu sucesso no longo prazo, segundo o CEO da empresa, Jean Jereissati. A companhia, dona de marcas como Skol e Stella -Artois, é a empresa de alimentos e bebidas que mais vezes foi a campeã de seu setor em -MELHORES e MAIORES, da -EXAME. Foram dez conquistas, entre 1979 e 2002.

“Quando convidamos novas pessoas para trabalhar conosco ou fechamos parcerias com nosso ecossistema, sempre pensamos no longo prazo”, diz Jereissati. “E isso nos ajudou muito a transformar nosso negócio e a impactar positivamente a realidade das pessoas e do nosso ecossistema.”

A companhia transformou o mercado de cervejas no Brasil e no mundo. Em 2022, faturou 79,7 bilhões de reais por aqui. E é reconhecida como a base de uma cultura de gestão que chegou a companhias globais, como a AB InBev e a Kraft Heinz. Tem como pontos centrais a meritocracia, o senso de dono e a busca por eficiência.

São características importantes ao lidar com uma certeza para quem faz negócios no Brasil ao longo das décadas, como destaca Jereissati: a volatilidade. “A Ambev é uma multinacional brasileira com atuação na América, principalmente na América Latina. E a América Latina é volátil”, diz. “Já passamos por diferentes momentos sociais, por diversos ciclos econômicos. Foram e são muitos desafios. Por isso, o importante é nos mantermos consistentes para navegar em um ambiente que muda o tempo todo.”

Nos primeiros anos de seu protagonismo no mercado brasileiro, o foco estava na eficiência operacional. Depois, nos anos 1990, na ampliação da capacidade, sobretudo com a fusão de Brahma e Antarctica, em 1999. Na sequência, veio a expansão internacional, que se consolidou no século 21. Mais recentemente, explica Jereissati, o foco está em ampliar a atuação.

“Investimos muito em P&D e nos tornamos uma plataforma de inovação, que vai desde novas marcas até novos serviços, como o Zé Delivery e o Bees. Atualmente, estamos investindo muito em tech”, afirma.

A companhia também está indo além de sua zona de conforto ao investir, por exemplo, no mercado de vinhos. Os tempos de liderança e conforto com marcas “arrasa-quarteirão” ficaram para trás. Para manter-se líder num setor em constante transformação, a Ambev investe como nunca.

Acompanhe tudo sobre:MM2023Ambev

Mais de Revista Exame

Calor? Que calor?

De volta à pista: Tembici capta R$ 340 milhões para comprar 85 mil bicicletas elétricas

Relógios de quartzo viram tendência e perdem o estigma de vilão entre colecionadores

Defesa sob pressão: Zelensky troca comando da guerra para enfrentar avanço russo