Mercado imobiliário: saiba como aproveitar oportunidades no setor que continuará crescendo

O mercado deverá continuar em alta, com rentabilidade e liquidez maiores no segmento de residências e imóveis de apenas um ou dois dormitórios 

O mercado imobiliário continuará aquecido em 2021 e, para aproveitar as oportunidades nesse setor, é preciso atenção. A projeção de crescimento é de cerca de 10% para 2021, de acordo com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

A mínima histórica da Selic de 2% contribui para deixar o financiamento mais barato. Esse incentivo deve se manter, uma vez que o Relatório de Mercado Focus, do Banco Central, aponta a Selic a 3,25% até o fim do ano. Os hábitos de moradia também devem perdurar, com as famílias buscando espaços maiores para home office e convivência em meio ao confinamento. 

O investimento em imóveis também atrai pela segurança — fator relevante em tempos conturbados — e pela rentabilidade média superior à renda fixa na venda e no aluguel. O preço dos imóveis vem aumentando, depois de uma grave crise de 2014 a 2016. No ano passado, a valorização dos preços de unidades residenciais para venda foi de 3,67%, no geral, e 3,79% na cidade de São Paulo, segundo o Índice FipeZap. Já a média da rentabilidade no aluguel ficou em 0,39% ao mês, ou 4,78% ao ano. 

O movimento de migração do aluguel para a casa própria pode prejudicar a rentabilidade de quem investe em imóveis voltados para esse fim. “Para maximizar as oportunidades, o investidor precisa fazer a lição de casa e entender a geografia e a tipologia de seu imóvel”, diz Danilo Igliori, economista-chefe do Grupo Zap. Imóveis menores são, historicamente, mais rentáveis e com maior liquidez.

Para residências de um dormitório, a rentabilidade no aluguel é de 5,53% ao ano, enquanto imóveis com quatro quartos têm rentabilidade de 3,9%, segundo o Índice FipeZap. A localização também faz diferença. Na cidade­ de São Paulo, a rentabilidade média na locação é de 5,28% ao ano, enquanto no Rio de Janeiro esse índice é de 3,9%.

Já no mercado de imóveis corporativos o cenário é outro. No pós-pandemia, muitos brasileiros vão continuar buscando casas maiores, fora dos centros urbanos. As unidades comerciais passam a ter desocupação maior — e menor rentabilidade no aluguel. “Os escritórios não vão acabar, só diminuir de tamanho. Muitas empresas estão entregando salas comerciais ou reduzindo espaços”, afirma Peixoto Accyoli, presidente da RE/MAX Brasil, maior rede de franquias imobiliárias do mundo. A companhia intermediou 3,6 bilhões de reais em compras e vendas de imóveis em 2020, o dobro do ano anterior. 

Uma tendência que deve se manter é o crescimento dos Fundos de Investimentos Imobiliários — ou FIIs. Para quem não tem capital para comprar um imóvel é possível se tornar cotista de um fundo do gênero. O número de pessoas físicas investindo em FIIs chegou a 1,13 milhão em novembro de 2020, recorde no país, de acordo com a B3.

Antes concentrados no segmento corporativo, esses fundos passaram a atuar no residencial. “Regiões próximas a comércio, estações de metrô e com apartamentos de 24 a 60 metros quadrados têm alta demanda de locação, com bons dividendos para o cotista, acima da Selic”, diz Anita Scal, sócia e diretora de investimento imobiliário da gestora Rio Bravo.  

 (Arte/Exame)

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