A moda como arte

Mostra em Paris revela as inspirações culturais do designer de sapatos Christian Louboutin

Criar peças de vestuário equivalentes a obras de arte é para poucos. Para alcançar isso, ajuda ter um sólido repertório sobre arte, arquitetura e história de diversas culturas. Dos 11 anos em diante, Christian Louboutin absorveu isso frequentando um museu perto de sua casa, em Paris. Agora o célebre designer de calçados inaugura a própria exposição, L’Exhibition[niste], no mesmo local, o Palais de la Porte Dorée.

Foi ali, quando o prédio ainda se chamava Musée des Arts d’Afrique et d’Océanie, que Louboutin teve o estalo do que viria a ser sua profissão: um aviso de que era proibido o uso de sapatos de salto alto ali dentro, ilustrado por um desenho. Aqueles traços serviriam de inspiração para o Pigalle, um dos icônicos calçados femininos de solas vermelhas criados por Louboutin em três décadas de carreira. Um desenho em referência ao cartaz está na entrada da mostra, que tem dez ambientes. Também estão lá outros elementos de inspiração, de Andy Warhol a uma cartola usada no cinema por Marlene Dietrich. O livro da exposição será lançado no fim de março pela editora Rizzoli.

Christian Louboutin: L’Exhibition[niste] | Exposição de Christian Louboutin | Palais de la Porte Dorée em Paris, na França | De 26/2 a 26/7

Christian Louboutin: The Exhibition[ist] Livro de Éric Reinhardt e Jean-Vincent Simonet | Rizzoli New York  | US$ 65


TV/STREAMING

O caçador de nazistas

Antes de se consagrar no cinema, Al Pacino estreou como ator numa série de TV, num episódio de N.Y.P.D., em novembro de 1968. Manteve distância do formato (o mais próximo disso foi a minissérie Anjos na América em 2003) até agora, quando retorna aos seriados estrelando Hunters na Amazon Prime Video. Ele interpreta Meyer Offerman, líder de um grupo que caça nazistas da Segunda Guerra Mundial que vivem nos Estados Unidos com nova identidade no fim dos anos 70.

Hunters (1a temporada) Série com Al Pacino, Logan Lerman | Amazon Prime Video (assinatura) | Estreia em 21/2


MÚSICA

Jazz tecnológico

Modernizar o jazz com a tecnologia atual evita a fossilização do gênero. O americano Jeff Parker, da banda de rock Tortoise, segue essa abordagem no álbum solo Suite for Max Brown. Sobre samplers e loops, Parker criou faixas tocando guitarra, teclados e percussão — inclusive um pandeiro à brasileira em Lydian, Etc. Outros músicos enriqueceram as colagens com baixo, sopros, piano e bateria. Além de suas composições com ritmo forte, Parker revisitou a delicada After the Rain, de John Coltrane.

Suite for Max Brown Álbum de Jeff Parker Nonesuch | Disponível em streaming

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