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A confusão ambiental do Brasil só ajudou este fundo ESG a captar recursos

Carlos Miranda e Eduardo Grytz, da gestora de negócios de impacto X8, atraíram investidores preocupados com a situação da Amazônia

Os gestores Carlos Miranda e Eduardo Grytz têm nada menos do que os bilionários Bill Gates e Pierre Omidyar, fundador do site eBay, como parceiros na hora de investir. Miranda e Grytz fundaram em dezembro a X8, gestora de investimentos em negócios ESG, um termo cada vez mais comum em gestoras mundo afora para definir os negócios que dão dinheiro ao resolver problemas — ambientais, sociais e por aí vai — causados pelo homem. Grandes gestoras, como a BlackRock, apostam que esse tipo de negócio vai ajudar a economia mundial a recuperar o brilho perdido com a pandemia.

Em meio ao rali pelo ESG, a X8 foi buscar ajuda de quem entende do riscado. O fundo é o contato no Brasil do venture capital americano Capria, que reúne uma turma de bilionários dispostos a investir pesado em negócios sustentáveis. Entre eles estão Gates, um dos maiores filantropos do mundo e referência no investimento em negócios de impacto — a pesquisa da Universidade Oxford para uma vacina contra a covid-19 envolve recursos do bilionário, por exemplo.

Na prática, a X8 está usando a metodologia do Capria para avaliar se um negócio de fato está resolvendo um problema causado pelo homem. Mais do que isso, a expertise serve para avaliar se um negócio está dando dinheiro como deveria, ao mesmo tempo que salva o planeta.

A régua para medir tudo isso, inspirada na do Capria, são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS, lista de 169 metas colocadas pela Organização das Nações Unidas a empresas, governos e terceiro setor para um mundo mais habitável em 2030. “Nosso foco são empresas que atendem a pelo menos quatro objetivos”, diz Miranda.

O fundo X8 começou há alguns meses, mas já tem 100 milhões de dólares levantados para investir em empresas brasileiras num prazo de até quatro anos. A política ambiental frouxa do governo brasileiro ajudou na captação de recursos e nos contatos com o Capria. “A confusão com a Amazônia gerou uma consciência ainda maior de fazer investimentos no Brasil”, diz Miranda. A lógica é: se as autoridades não fazem a parte delas, o capitalismo tem a oportunidade de entrar com o dinheiro e a vontade de fazer.

Os sócios da X8 trabalham nesse nicho há algum tempo. Miranda comandava a gestora de fundos de private equity BR Opportunities, investidora da fabricante de alimentos orgânicos Mãe Terra, vendida à multinacional Unilever em 2017. Grytz cuidava dos investimentos de impacto na Performa, gestora de venture capital com aportes em startups que resolvem velhas amarras da vida pública brasileira, como a Mandae, que usa inteligência artificial para driblar percalços nas entregas do comércio eletrônico. A nova gestora é uma fusão das áreas que os dois vinham tocando nas outras casas, segundo Grytz. Por ora, no radar da X8 estão negócios com faturamento de até 150 milhões de reais. A meta é ter até dez investidas. A primeira delas, se tudo der certo, deve sair em agosto.

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