• AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
  • AALR3 R$ 20,07 -0.64
  • AAPL34 R$ 68,92 3.20
  • ABCB4 R$ 16,74 0.30
  • ABEV3 R$ 14,10 0.57
  • AERI3 R$ 3,85 5.77
  • AESB3 R$ 10,95 2.34
  • AGRO3 R$ 30,96 0.72
  • ALPA4 R$ 20,80 1.66
  • ALSO3 R$ 19,47 2.42
  • ALUP11 R$ 27,24 1.64
  • AMAR3 R$ 2,48 2.90
  • AMBP3 R$ 31,15 3.66
  • AMER3 R$ 24,11 2.73
  • AMZO34 R$ 66,30 -0.51
  • ANIM3 R$ 5,55 1.83
  • ARZZ3 R$ 79,40 -2.41
  • ASAI3 R$ 16,00 0.25
  • AZUL4 R$ 21,94 3.98
  • B3SA3 R$ 12,15 0.91
  • BBAS3 R$ 38,56 4.22
Abra sua conta no BTG

A confusão ambiental do Brasil só ajudou este fundo ESG a captar recursos

Carlos Miranda e Eduardo Grytz, da gestora de negócios de impacto X8, atraíram investidores preocupados com a situação da Amazônia
Grytz e Miranda, da X8: a gestora aberta em dezembro captou 100 milhões de dólares para investir em negócios sustentáveis. A política ambiental frouxa do governo, nessas horas, ajudou | Germano Lüders (Exame/Germano Lüders)
Grytz e Miranda, da X8: a gestora aberta em dezembro captou 100 milhões de dólares para investir em negócios sustentáveis. A política ambiental frouxa do governo, nessas horas, ajudou | Germano Lüders (Exame/Germano Lüders)
Por Leo BrancoPublicado em 30/07/2020 05:00 | Última atualização em 12/02/2021 11:56Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Os gestores Carlos Miranda e Eduardo Grytz têm nada menos do que os bilionários Bill Gates e Pierre Omidyar, fundador do site eBay, como parceiros na hora de investir. Miranda e Grytz fundaram em dezembro a X8, gestora de investimentos em negócios ESG, um termo cada vez mais comum em gestoras mundo afora para definir os negócios que dão dinheiro ao resolver problemas — ambientais, sociais e por aí vai — causados pelo homem. Grandes gestoras, como a BlackRock, apostam que esse tipo de negócio vai ajudar a economia mundial a recuperar o brilho perdido com a pandemia.

Em meio ao rali pelo ESG, a X8 foi buscar ajuda de quem entende do riscado. O fundo é o contato no Brasil do venture capital americano Capria, que reúne uma turma de bilionários dispostos a investir pesado em negócios sustentáveis. Entre eles estão Gates, um dos maiores filantropos do mundo e referência no investimento em negócios de impacto — a pesquisa da Universidade Oxford para uma vacina contra a covid-19 envolve recursos do bilionário, por exemplo.

Na prática, a X8 está usando a metodologia do Capria para avaliar se um negócio de fato está resolvendo um problema causado pelo homem. Mais do que isso, a expertise serve para avaliar se um negócio está dando dinheiro como deveria, ao mesmo tempo que salva o planeta.

A régua para medir tudo isso, inspirada na do Capria, são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ou ODS, lista de 169 metas colocadas pela Organização das Nações Unidas a empresas, governos e terceiro setor para um mundo mais habitável em 2030. “Nosso foco são empresas que atendem a pelo menos quatro objetivos”, diz Miranda.

O fundo X8 começou há alguns meses, mas já tem 100 milhões de dólares levantados para investir em empresas brasileiras num prazo de até quatro anos. A política ambiental frouxa do governo brasileiro ajudou na captação de recursos e nos contatos com o Capria. “A confusão com a Amazônia gerou uma consciência ainda maior de fazer investimentos no Brasil”, diz Miranda. A lógica é: se as autoridades não fazem a parte delas, o capitalismo tem a oportunidade de entrar com o dinheiro e a vontade de fazer.

Os sócios da X8 trabalham nesse nicho há algum tempo. Miranda comandava a gestora de fundos de private equity BR Opportunities, investidora da fabricante de alimentos orgânicos Mãe Terra, vendida à multinacional Unilever em 2017. Grytz cuidava dos investimentos de impacto na Performa, gestora de venture capital com aportes em startups que resolvem velhas amarras da vida pública brasileira, como a Mandae, que usa inteligência artificial para driblar percalços nas entregas do comércio eletrônico. A nova gestora é uma fusão das áreas que os dois vinham tocando nas outras casas, segundo Grytz. Por ora, no radar da X8 estão negócios com faturamento de até 150 milhões de reais. A meta é ter até dez investidas. A primeira delas, se tudo der certo, deve sair em agosto.