“A gente nunca está totalmente pronta”, diz CEO da SAP no Brasil

Adriana Aroulho, nova presidente da SAP no Brasil, conta como encarou os desafios para chegar ao posto número 1 do gigante de tecnologia no país

O segundo semestre começou agitado na operação brasileira do gigante de tecnologia alemão SAP, dedicado a softwares de gestão. A primeira executiva mulher, Cristina Palmaka, foi alçada à operação da América Latina após sete anos no cargo. O bastão ficou com Adriana Aroulho, diretora de operações desde o ano passado.

A executiva de 44 anos é franca ao ser questionada sobre o preparo para o novo cargo. “A gente nunca está totalmente pronta, estamos prontos o suficiente”, diz Aroulho em entrevista ao podcast Como Cheguei Aqui, da EXAME, um espaço para personalidades do mundo corporativo brasileiro compartilharem lições de carreira, disponível em plataformas de streaming, como o Spotify.

Aroulho chegou ao topo da multinacional após uma trajetória profissional em várias frentes. Na juventude, foi bailarina. Na faculdade, cursou ciências sociais na Universidade de São Paulo para seguir carreira acadêmica.

Outra guinada veio no primeiro estágio, no gigante de tecnologia HP. Lá, acabou ficando 22 anos. Ao fim de uma série de promoções, Aroulho chegou a comandar uma das áreas de software. O ziguezague a ajudou a ter empatia. “Numa empresa, ninguém faz nada sozinho. É preciso fazer alianças”, diz. “Conhecer a cadeia de valor da empresa ajuda nas relações e a se colocar no lugar do outro.”

Na transição para a tecnologia, ela estava hesitante, mas sua chefe deu uma chacoalhada em sua perspectiva, perguntando se ia para casa todos os dias sabendo que tinha aprendido algo novo. “A resposta foi não”, diz. Foi o bastante para ela aceitar uma oferta para um cargo de mais responsabilidade na concorrente SAP em 2017. “Foi o melhor conselho que já tive”, diz. Hoje, ela fala aos filhos: “Se estiver com frio na barriga, vai com medo mesmo”.

Entre as metas de Aroulho está elevar a presença de mulheres na SAP, já em percentuais altos para uma empresa de tecnologia. Hoje, 35% dos funcionários da empresa no Brasil são mulheres. Na liderança, 25% dos cargos são ocupados por elas. A meta é chegar a 30% até 2022.

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