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EXCLUSIVA: SolarZ recebe aporte de R$ 1,5 mi da Domo Invest e Bossanova

Fundada em Mossoró (RN), a SolarZ oferece um software de gerenciamento para sistemas de energia solar e já monitora 200 mil unidades

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Samuel Melo, Talles Silvano, Thiago Silvano e Fabio Furtado, cofundadores da SolarZ: startup vai passar a oferecer empréstimo para a aquisição dos painéis solares (SolarZ/Divulgação)

Samuel Melo, Talles Silvano, Thiago Silvano e Fabio Furtado, cofundadores da SolarZ: startup vai passar a oferecer empréstimo para a aquisição dos painéis solares (SolarZ/Divulgação)

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Luciana Lima

Publicado em 28 de abril de 2022 às, 08h00.

Última atualização em 28 de abril de 2022 às, 10h43.

A SolarZ, startup que atua com monitoramento de sistemas de energia solar, acaba de receber um aporte de R$ 1,5 milhão. A rodada foi liderada pela DOMO Invest, gestora de venture capital brasileira e também contou com a participação da Bossanova Investimentos, empresa de micro venture capital focada em startups em estágio inicial. 

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Fundada em 2019 em Mossoró (RN), a SolarZ é uma startup que oferece um software para gerenciar o funcionamento e o consumo de sistemas de geração de energia solar. Thiago Silvano, CEO e cofundador da SolarZ, teve a ideia de criar a startup quando trabalhava em uma integradora, que são empresas que instalam as redes de geração de energia solar em casas e estabelecimentos, e percebeu que faltavam serviços de gestão desses sistemas. 

“Se houver algum problema e o equipamento apresentar algum defeito os clientes só vão saber quando vier a conta de luz. A compensação dos créditos nas cobranças também é muito manual, então, a possibilidade de erros é bastante grande”, diz. 

Segundo Silvano, mais de 30% dos sistemas de geração de energia distribuída, quando os  consumidores podem produzir a sua própria energia por meio de painéis solares ou pequenas usinas e abatem o valor das suas contas de luz, performam abaixo da sua capacidade por falta de acompanhamento. 

De olho nessa oportunidade, Silvano se juntou com o irmão, Talles, engenheiro eletricista, e os amigos Samuel Melo e Fábio Furtado para criar a SolarZ. Em 2020, com apenas um ano de operação, a startup já monitorava mais de 170 mil sistemas, número que hoje chegou à marca de 200 mil unidades. 

Empréstimos 

Com a quantia do aporte, o primeiro da startup, a ideia é aumentar a equipe de 40 pessoas, contratando mais profissionais seniores. Outro foco será na aceleração de dois novos produtos, o SolarZ CRM e o SolarZ Bank, que oferecerá crédito para a aquisição e instalação de sistemas fotovoltaicos.  

“Hoje estamos plugados em mais de 2.300 integradoras, mas atuamos na etapa na qual já aconteceu a venda. Com o SolarZ CRM queremos oferecer inteligência de mercado em uma etapa antes, em que as empresas estão tentando vender o sistema”, diz. 

A disponibilização de linhas de crédito é um projeto que já está funcionando como piloto, com apenas duas integradoras. Cerca de R$ 500 mil em linhas de empréstimo para aquisição dos sistemas solares são transacionados por semana, por meio de uma parceria entre a SolarZ e um banco. 

“Mas, com o novo aporte, queremos aumentar essa quantia para R$ 6 milhões e, no futuro, criar o nosso próprio banco. Para os clientes essa etapa costuma ser bem complicada, às vezes o banco não aprova a linha, não há acordo quanto à taxa de financiamento. Queremos fechar todo o ciclo de negócio: simular, vender e acompanhar a instalação dos projetos”. 

Embora se aventurar no ramo do crédito seja algo complexo até mesmo para empresas mais maduras, Silvano acredita que a experiência da startup no mercado de energia solar trará uma vantagem competitiva em relação aos grandes bancos, que hoje atuam nessa parte de crédito para os projetos. 

“Na etapa de cobrança, por já atuarmos com a gestão, conseguimos desligar o equipamento, por exemplo. Fora isso, em caso de inadimplência, retiramos o produto e facilmente conseguimos atualizá-lo e vendê-lo novamente”. 

“O time é muito bacana e encontraram a solução para um problema de forma muito criativa. Fora isso, eles possuem uma visão interessante para o futuro da companhia e atuam em um mercado grande, com potencial de crescimento”, diz Mario Letelier, gestor do Fundo Anjo e sócio na DOMO Invest.

Os números comprovam isso. Segundo o Ministério de Minas e Energia, existem 922 mil unidades que fazem o uso da geração compartilhada de energia, principalmente, da fonte solar fotovoltaica. E, segundo Silvano, a estimativa é que, esse ano, o Brasil atinja a marca de 2,2 milhões de usinas e sistemas solares — das quais 500 mil ele espera que sejam gerenciadas pela SolarZ. 

“Com o aumento da energia e a busca por mais sustentabilidade, as fontes de energia renováveis, como a energia solar, só tendem a continuar crescendo”, finaliza Silvano. 

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