Com máscaras e álcool gel, L’Oréal auxilia salões de beleza na reabertura

Em parceria com Sebrae, empresa doa 48.000 kits de higiene e disponibiliza cartilhas com boas práticas

O segmento de beleza foi duramente impactado pela crise causada pelo novo coronavírus. Os salões de beleza brasileiro perderam 92% do seu faturamento durante o período, segundo pesquisa do Sebrae. Agora, conforme algumas regiões do país permitem a reabertura do comércio, esse setor começa uma trajetória de retomada. 

Para ajudar no processo de reabertura, o Sebrae se uniu à Associação Brasileira de Salões de Beleza (ABSB) e à fabricante de cosméticos L’Oréal para orientar os donos e profissionais de salões de beleza sobre as práticas de higiene e segurança necessárias para a retomada das atividades. 

“A procura pelos serviços tem sido menor, o consumidor ainda está receoso. No processo de passar segurança ao cliente, é importante que os estabelecimentos sigam os procedimentos de retomada”, diz Cesar Rissete, consultor do Sebrae. 

A L’Oréal, que trabalha com 25.000 salões de beleza brasileiros, está ajudando a associação a divulgar o protocolo de retomada e disponibilizou sua plataforma de ensino à distância para que os profissionais possam se capacitar em boas práticas de higiene. Mais de 2.000 pessoas já foram certificadas pelo curso. 

Além disso, a empresa está distribuindo kits de proteção, com álcool gel e máscaras, para os funcionários dos salões de beleza brasileiros. No total, a L’Oréal disponibilizou 48.000 máscaras de proteção e 24.000 frascos de álcool gel de 400ml cada. A ação faz parte de uma iniciativa global do grupo. A fabricante está produzindo 3,5 milhões de unidades de álcool gel que serão doadas a salões de todo o mundo. 

“Acreditamos muito na resiliência da beleza. Vimos a beleza resistir através de várias crises, é um sinal de autoestima. Sabemos que a consumidora brasileira está ansiosa para voltar ao salão e fazer coloração, a voltar a cuidar do corte de cabelo. É um setor resiliente, mas que precisa ser apoiado na questão de receita”, afirma Tiago Carvalho, diretor da L’Oréal Produtos Profissionais. 

No começo da pandemia, a L’Oréal lançou a iniciativa Beleza Amiga para ajudar os salões a gerar receita. A empresa, em parceria com Sebrae, Trinks e Stone, lançou um programa online de venda de vouchers, para que os clientes pudessem adiantar a compra de serviços para o futuro. Em contrapartida, o consumidor ganharia o mesmo valor da compra em desconto no e-commerce da marca de cosméticos. São mais de 2.000 salões inscritos e 2.500 vouchers vendidos.

Conseguir equilibrar as contas com a queda no faturamento é um desafio. Segundo pesquisa do Sebrae feita em maio, 37% dos salões têm dívidas em atraso e 53% precisam ou precisarão de crédito. O setor é composto por 1,2 milhões de CNPJs, responsáveis por 4 milhões de empregos, de acordo com a associação. 

Mais de 62.000 salões já informaram que vão encerrar suas atividades permanentemente por conta da queda de faturamento durante a crise. “Muitos não conseguiram retomar suas atividades, renegociar o aluguel e acessar crédito”, diz José Augusto Nascimento, presidente da ABSB.  

Como reabrir o salão de beleza

  • Respeitar distância de dois metros: salões devem atender somente com hora marcada, adaptar os horários dos funcionários para que se respeite a capacidade máxima do local, reorganizar as áreas de trabalho para que haja espaço entre os clientes.
  • Regras para clientes: uso de máscaras é obrigatório, salão pode doar ou vender unidades caso o próprio cliente não tenha. Os sapatos e as mãos precisam ser higienizados na entrada. Salões devem retirar revistas, tablets e alimentos do espaço comum. É recomendado que a água seja servida em garrafas individuais.
  • Regras para profissionais: precisam higienizar as mãos e a bancada de trabalho com álcool na frente do cliente. Eles deve utilizar máscaras e também um protetor de acrílico quando precisarem realizar procedimentos mais próximos do rosto dos clientes. Os uniformes devem ser lavados diariamente.
  • Itens como escovas de cabelo, pentes, tesouras e máquinas de cartão de crédito precisam ser higienizados a cada uso e não podem ser compartilhados entre clientes. A recomendação é evitar pagamentos em dinheiro e transferir a agenda de papel para uma plataforma digital.

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